Caderneta de poupança enfrenta queda
Em outubro, a caderneta de poupança teve saques de R$ 361,6 bi, superando depósitos em R$ 9,7 bi, refletindo tendência de queda e busca por melhores rendimentos
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 07/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Em outubro, a caderneta de poupança experimentou uma queda significativa em seu saldo, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) em relatório nesta sexta-feira (7). O montante de saques superou os depósitos em R$ 9,7 bilhões, refletindo uma tendência preocupante no comportamento dos investidores.
Caderneta de poupança enfrenta crise: saques superam depósitos:
Durante o mês, foram contabilizados R$ 351,9 bilhões em depósitos, enquanto os saques atingiram R$ 361,6 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas totalizaram R$ 6,4 bilhões, levando o saldo geral da caderneta a pouco mais de R$ 1 trilhão.
Este resultado marca o quarto mês consecutivo em que a poupança apresenta um desempenho negativo. Anteriormente, nos primeiros quatro meses do ano, também foram observadas retiradas líquidas, seguidas por períodos de entradas líquidas em maio e junho. No acumulado deste ano, a caderneta já registra um resgate líquido total de R$ 88,1 bilhões.
Nos últimos anos, a tendência tem sido de saques superiores aos depósitos na caderneta. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente.

Dentre os fatores que têm impulsionado essas retiradas está a manutenção da taxa Selic em níveis elevados. Essa situação tem incentivado os investidores a buscar aplicações com melhores retornos. Após um ciclo de aumentos consecutivos que durou sete reuniões, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu interromper a elevação da taxa Selic em julho, mantendo-a atualmente em 15% ao ano.
A estratégia da autoridade monetária visa garantir o cumprimento da meta de inflação estabelecida em 3%. Quando o Copom decide aumentar a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida no mercado; tal ação repercute nos preços devido ao encarecimento do crédito e à promoção da poupança.