Portugal investe $1 milhão no Fundo de Florestas Tropicais
Portugal é o 1º país europeu a contribuir com 1 milhão de euros para o Fundo de Florestas Tropicais, aposta crucial do Brasil para o sucesso da COP30
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 06/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou um investimento de natureza altamente significativa no Fundo de Florestas Tropicais (TFFF). O valor, de 1 milhão de euros, é equivalente a cerca de R$ 6,2 milhões na conversão monetária. Com essa decisão, Portugal assume uma posição de destaque no cenário internacional ao se tornar o primeiro país europeu a formalizar uma contribuição para este mecanismo financeiro, idealizado pelo Brasil como uma das principais propostas a serem debatidas na Conferência das Partes (COP30).
A iniciativa representa um endosso importante à estratégia brasileira de mobilizar recursos globais para a preservação ambiental. O Fundo de Florestas Tropicais foi concebido para remunerar nações que mantêm suas florestas em pé, invertendo a lógica tradicional de financiamento climático.
Os grandes aportes e o precedente para o Fundo de Florestas Tropicais

O Brasil, como idealizador do TFFF, já havia estabelecido um precedente robusto ao prometer um aporte inicial pioneiro e substancial de US$ 1 bilhão no Fundo. Essa liderança brasileira foi rapidamente seguida pela Indonésia, outra nação fundamental na questão das florestas tropicais, que também anunciou sua intenção de investir a mesma quantia no mecanismo.
Ainda que o valor português seja numericamente menor em comparação aos bilhões prometidos por Brasil e Indonésia, a contribuição de 1 milhão de euros de um país europeu como Portugal possui um peso político e simbólico considerável. Ela demonstra a abertura de nações desenvolvidas para apoiar uma nova arquitetura de financiamento que coloca o valor intrínseco das florestas no centro da economia global.
O Impacto da contribuição e a mensagem de Luís Montenegro

Em seu anúncio, o Primeiro-Ministro Luís Montenegro fez questão de enfatizar a importância e o potencial transformador do Fundo de Florestas Tropicais. Sua declaração ressaltou o compromisso português com o futuro sustentável e o papel prático do investimento:
“Vamos estar desde o início ligados a este que é mais um projeto concreto que queremos que seja implementado e possa corresponder à maior capacidade de preservação no futuro. Assim, todos nós poderemos viver melhor e, principalmente, deixar para as futuras gerações um mundo sustentável com condições adequadas para o desenvolvimento econômico e social”.
A fala do líder português sublinha que o Fundo de Florestas Tropicais não é apenas uma doação, mas um projeto voltado para resultados concretos, visando a sustentabilidade de longo prazo. A menção ao desenvolvimento econômico e social demonstra a visão de que a preservação é um pilar indissociável do progresso.
O investimento português, ao lado dos aportes prometidos por Brasil e Indonésia, reforça o capital inicial do mecanismo e pavimenta o caminho para que a proposta alcance seu potencial máximo durante a COP30, servindo de catalisador para a adesão de outras nações e instituições financeiras internacionais.