87,37% da população de São Paulo integra as classes A, B e C

Estudo da FGV aponta crescimento da renda e mobilidade social no estado entre 2022 e 2024, impulsionado por trabalho e políticas.

Crédito: Estevam Costa/PR

O cenário socioeconômico de São Paulo apresenta uma evolução significativa na distribuição de riqueza entre seus habitantes. Segundo levantamento recente da Fundação Getulio Vargas (FGV), 87,37% da população do estado integrava as classes A, B e C em 2024. O dado representa um salto relevante em comparação a 2022, quando esse índice era de 82,08%.

Essa mobilidade social reflete um aumento de 5,29 pontos percentuais no período analisado. Famílias que antes estavam em situação de vulnerabilidade conseguiram ascender para faixas de renda superiores em São Paulo, impulsionadas por fatores estruturais e conjunturais da economia.

Para compreender a dimensão desse avanço, é necessário observar os critérios de renda familiar definidos pelo estudo para cada classe:

  • Classe A: Renda superior a 20 salários mínimos.
  • Classe B: Renda entre 10 e 20 salários mínimos.
  • Classe C: Renda entre 4 e 10 salários mínimos.

Motores do crescimento em São Paulo

A pesquisa indica que a melhora nos indicadores de São Paulo não é um evento isolado, mas fruto de uma combinação de fatores. A alta foi alavancada principalmente pela recuperação da renda do trabalho e pela integração efetiva de políticas públicas.

Programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), somados ao maior acesso à educação e crédito, criaram uma rede de proteção que permitiu a ascensão social.

No cenário nacional, o movimento é similar. O estudo aponta que 17,4 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e ingressaram nas classes de maior renda no mesmo intervalo, uma alta de 8,44 pontos percentuais no país. Ainda assim, o desempenho de São Paulo destaca-se pela robustez de seu mercado.

Impacto das políticas sociais

A eficácia das ações governamentais foi comentada por Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Segundo ele, os números validam a estratégia de transferência de renda combinada com oportunidades de emancipação.

“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo.”

A fala do ministro reforça que a simples transferência monetária, embora vital, ganha potência quando atua como porta de entrada para o mercado de trabalho. Essa dinâmica é perceptível na mudança do perfil socioeconômico observado em diversas regiões de São Paulo.

Com a manutenção dessas políticas e o aquecimento da economia, a tendência é que a mobilidade social continue sendo uma pauta central no desenvolvimento de São Paulo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 22/01/2026
  • Fonte: FERVER