Políticas ambientais garantem protagonismo e verbas ao Brasil

Com queda de 50% no desmatamento e sucesso na COP30, país consolida retomada verde e atrai bilhões em investimentos internacionais no triênio.

Crédito: Divulgação/Secom

A retomada robusta das políticas ambientais reposicionou o Brasil no centro das decisões geopolíticas entre 2023 e 2025. Ao assumir o terceiro mandato, o governo Luiz Inácio Lula da Silva herdou um cenário de isolamento internacional e fiscalização fragilizada. A resposta veio através de uma reconstrução institucional que não apenas freou a destruição dos biomas, mas transformou a sustentabilidade em alavanca econômica.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) liderou uma operação de resgate da governança. A premissa adotada foi clara: o desenvolvimento econômico depende, obrigatoriamente, da preservação. Essa mudança de chave permitiu ao país desbloquear acordos comerciais e reativar o Fundo Amazônia, iniciativa global de referência para redução de emissões.

A ministra Marina Silva reforça que a transversalidade foi o segredo do sucesso.

“Não apenas recompusemos o orçamento e capacidade operacional dos órgãos ambientais. Reabilitamos a governança e derrubamos o desmatamento à metade na Amazônia”, destaca a ministra.

Impacto das políticas ambientais nos biomas

A eficácia das ações de comando e controle reflete-se diretamente nos números do sistema Prodes, do INPE. O triênio fecha com uma reversão drástica na curva de degradação, fruto de fiscalização intensiva e uso de inteligência estratégica.

Confira os indicadores de preservação (2023-2025):

  • Amazônia: Queda de 50% no desmatamento. A taxa de 5.796 km² (2024-2025) é a terceira menor desde 1988.
  • Cerrado: Redução de 32,3%, marcando o segundo ano consecutivo de declínio no berço das águas brasileiras.
  • Gestão do Fogo: Diminuição de 39,5% na área queimada em todos os seis biomas (jan-nov/2025) comparado à média histórica recente.
  • Emissões Evitadas: O Brasil deixou de emitir 733,9 milhões de toneladas de CO2, volume superior às emissões anuais de França e Espanha somadas.

Para sustentar esses resultados, o governo fortaleceu o Ibama e o ICMBio. Houve a maior contratação de brigadistas da história e a revogação de normas que facilitavam a impunidade no campo.

Economia verde e mobilização de recursos

A fiscalização sozinha não sustenta a floresta em pé; é preciso gerar renda. Por isso, a reestruturação das políticas ambientais focou na bioeconomia e na transformação ecológica. O governo compreendeu que a conservação deve ser lucrativa para quem vive na floresta.

Essa visão atraiu o capital global. Desde 2023, foram mobilizados R$ 138,1 bilhões através de instrumentos como o Fundo Clima, Eco Invest e o inovador Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).

Apenas o Fundo Amazônia aprovou R$ 2 bilhões em projetos em 2025, o maior volume anual desde sua criação. Esses recursos financiam desde a agricultura sustentável até operações de combate a incêndios no Pantanal e Cerrado, provando que a proteção ambiental é um ativo financeiro do país.

Justiça social e protagonismo indígena

A proteção da biodiversidade passa, inevitavelmente, pela garantia de direitos. A criação do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) simbolizou o reconhecimento de que os povos originários são os guardiões mais eficazes da mata.

A retomada das demarcações corrigiu um hiato histórico:

  • 51 Terras Indígenas receberam atenção federal (homologações, declarações ou reservas).
  • Desintrusão: Operações de retirada de invasores foram concluídas em nove territórios.
  • Combate ao garimpo: Apreensão de 280 kg de ouro ilegal.

Paralelamente, o programa Bolsa Verde foi reativado para combater a pobreza extrema em áreas de conservação. Até dezembro de 2025, o benefício atendeu 84 mil famílias com pagamentos trimestrais, unindo cidadania à preservação. Dados revelam que 90% dessas famílias são chefiadas por pessoas negras e 62% por mulheres.

O legado da COP30 e o futuro climático

A realização da COP30 em Belém (PA) consolidou a liderança diplomática do Brasil. O evento não serviu apenas para discussões teóricas, mas para aprovar mecanismos práticos, como os “Mapas do Caminho” para a transição energética e o fim do desmatamento.

O presidente Lula foi enfático ao determinar que a transição dos combustíveis fósseis ocorra de forma planejada e justa.

“Estamos determinados a assegurar que as florestas tropicais valham mais em pé do que destruídas”, afirmou o presidente durante a Cúpula.

Com o novo Plano Clima aprovado em dezembro de 2025, o país define suas metas até 2035, comprometendo-se a reduzir emissões em até 67%. O Brasil prova, com dados e diplomacia, que é possível conciliar crescimento com responsabilidade ecológica, tornando suas sólidas políticas ambientais um modelo para o mundo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 30/12/2025
  • Fonte: FERVER