Policial de SP preso por homicídio após atirar 11 vezes pelas costas de jovem desarmado
Caso expõe urgência de rever protocolos e frear violência policial.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 05/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Na última quinta-feira (5), a Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do soldado Vinicius de Lima Britto, após denúncia do Ministério Público. O policial é acusado de homicídio qualificado por ter disparado 11 tiros pelas costas de Gabriel Renan da Silva Soares, 26 anos, na Vila Prudência, zona sul da capital. Este não é um caso isolado; Britto já esteve envolvido em outras três mortes em circunstâncias semelhantes, fato que pesou na decisão judicial pela prisão preventiva.
A prisão preventiva é considerada uma medida extrema durante investigações, utilizada quando outras opções são insuficientes. Segundo o promotor substituto Rodolfo Justino Morais, Britto representa uma ameaça à sociedade e pode intimidar testemunhas. Apesar de alegar legítima defesa, as imagens mostram que Soares estava desarmado e que Britto era o único armado na cena do crime. A ação do soldado contrariou protocolos policiais, pois atirar pelas costas de um suspeito desarmado é ilegal.
O incidente ocorreu em 3 de novembro, após Soares furtar quatro pacotes de sabão de um mercado na avenida Cupecê. Ele escorregou ao sair do estabelecimento e foi alvejado enquanto tentava se levantar. O caso se insere em uma série de ações truculentas da Polícia Militar paulista sob a gestão Tarcísio de Freitas. Recentemente, outros casos ganharam destaque, como a morte do menino Ryan da Silva Andrade Santos e do estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta.
A repercussão negativa destes episódios gerou críticas à administração atual e destaca a necessidade urgente de revisão dos protocolos de atuação policial. Ações enérgicas devem ser adotadas para garantir que casos como o de Britto não se repitam, protegendo assim os direitos dos cidadãos e assegurando uma atuação policial responsável e humanizada.