Policiais combatem organização chinesa ligada ao PCC
Polícia cumpre 23 mandados em SP e SC contra lavagem de dinheiro
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 12/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Uma megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (12) revelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro operado por uma organização criminosa chinesa com estreitos laços com o PCC. A ação conjunta mobiliza a Polícia Civil de São Paulo, o Ministério Público e a Secretaria da Fazenda para desmantelar o grupo que utilizava a venda de eletrônicos como fachada para movimentar cifras astronômicas.

O volume financeiro impressiona: as investigações apontam que, em apenas sete meses, o esquema movimentou pelo menos R$ 1,1 bilhão.
Como funcionava o esquema
A organização operava um sofisticado sistema de “blindagem” e redirecionamento de valores:
- Contas de Passagem: Embora as vendas de eletrônicos ocorressem em uma plataforma principal, o dinheiro era desviado para empresas de fachada.
- Notas Fiscais: Para mascarar a origem, as notas eram emitidas por empresas diferentes das que recebiam os pagamentos.
- Laranjas da Facção: O grupo utilizava membros do PCC como sócios fictícios e “laranjas”. Esses nomes eram usados para adquirir imóveis de luxo e proteger o patrimônio real dos líderes.
Ações judiciais e apreensões
Cerca de cem policiais do Deic estão nas ruas cumprindo 20 mandados de busca e três de prisão, com alvos distribuídos entre São Paulo e Santa Catarina.
Graças à atuação do GAEPP (braço do Ministério Público focado em perseguição patrimonial), a Justiça determinou:
- Sequestro de Bens: Bloqueio de valores até o limite de R$ 1,1 bilhão.
- Patrimônio de Luxo: Apreensão de pelo menos R$ 25 milhões em carros importados e mansões.
- Bloqueios Bancários: Intervenção em dezenas de contas e aplicações financeiras registradas em nome de terceiros.