Polícia de SP faz operação contra ataques virtuais a família
Operação Persecutio mobiliza equipes em São Paulo, Minas Gerais e Pará; uma pessoa foi presa e dispositivos eletrônicos foram apreendidos
- Publicado: 13/04/2026 13:31
- Alterado: 13/04/2026 13:31
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Governo de São Paulo
O Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, deflagrou nesta segunda-feira (13) uma operação interestadual para desarticular uma rede de ataques virtuais. Os alvos são suspeitos de promover ameaças, deboche e escárnio contra familiares de uma jovem de 15 anos, vítima de feminicídio em Hortolândia (SP) no ano passado.
A investigação identificou que, após a apreensão de dois adolescentes pelo crime em 2025, os parentes da vítima passaram a sofrer ataques virtuais sistemáticos por e-mails e redes sociais, com uma escalada grave na frequência das ameaças.
Abrangência da Operação

Os mandados de busca e apreensão miram oito investigados (cinco mulheres e três homens) em diversas localidades:
- São Paulo: Presidente Prudente.
- Minas Gerais: Bicas, Belo Horizonte, Ibirité e Juiz de Fora (onde ocorreu uma prisão).
- Pará: Ananindeua.
O objetivo principal é a apreensão de computadores e celulares que comprovem a autoria dos ataques virtuais e o vínculo entre os agressores digitais.
O Papel do Noad no Combate a ataques virtuais

O Noad é uma unidade pioneira da Polícia Civil de SP focada no monitoramento de comunidades virtuais. Utilizando “observadores digitais”, policiais infiltrados em redes, o núcleo atua na identificação de predadores e na prevenção de violências graves.
“Os familiares passaram a ser alvo de reiteradas ameaças e manifestações de escárnio disseminadas em plataformas digitais“, informou o núcleo sobre o caso de Hortolândia.
Resultados e Prevenção
Em pouco mais de um ano de existência, o Noad já apresenta números expressivos na proteção de crianças e adolescentes:
- 370 vítimas resgatadas de crimes virtuais.
- 348 adolescentes apreendidos e 71 adultos presos.
Além da repressão, o núcleo foca na orientação familiar. Autoridades recomendam que pais monitorem ativamente a atividade digital de seus filhos para identificar sinais de ódio, automutilação ou assédio antes que as situações evoluam para crimes consumados.