Polícia de São Paulo combate o comércio ilegal de peças de moto

A Polícia Civil prendeu um suspeito e cumpre mandados contra o comércio ilegal de peças de motos na região central e zonas Leste e Sul de SP.

Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (7/5), a quinta fase da Operação Iron Horse para desarticular a logística do comércio ilegal de peças de motocicletas em São Paulo. A ação cumpre sete mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos nas zonas Sul, Leste e Central. Até o momento, uma prisão em flagrante foi efetuada na região da “Boca das Motos”, no Centro, onde foi localizado um depósito com componentes sem a rastreabilidade obrigatória do Detran.

Desarticulação da cadeia logística e receptação

A ofensiva coordenada pela Divecar (Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas) ataca todas as frentes do comércio ilegal. A investigação detalha que o esquema criminoso envolve desde o furto dos veículos e o uso de bloqueadores de sinal (jammers) até o desmanche clandestino e a venda dos itens em lojas físicas e plataformas de e-commerce.

Os mandados de hoje visam cinco investigados que operam o fluxo de mercadorias entre o desmonte e o consumidor final. Ao todo, 14 equipes policiais estão nas ruas para identificar pontos de armazenamento que burlam as leis de relações de consumo, vendendo peças provenientes de crimes sem as devidas etiquetas de identificação.

Histórico de apreensões e prisões na região central

As apurações se concentram em polos comerciais tradicionais do setor, como as ruas General Osório e Guaianases. A luta contra o comércio ilegal nesta região já apresenta números expressivos desde o início da operação em 2025.

  • Fases Anteriores (2025): Apreensão de mais de 12 mil peças irregulares.
  • Balanço de 2026: Antes da fase atual, 9,4 mil itens já haviam sido recolhidos e 12 pessoas foram presas em flagrante.
  • Total Acumulado: Mais de 21 mil componentes retirados do mercado clandestino.

O responsável pelo estabelecimento fiscalizado hoje foi detido por crime contra as relações de consumo, uma vez que comercializava produtos de origem duvidosa e sem registro legal, alimentando o ciclo de violência urbana ligado ao roubo de veículos.

Impacto do comércio ilegal no mercado automotivo

A Polícia Civil ressalta que o comércio ilegal de peças não gera apenas prejuízos econômicos ao setor formal, mas é o principal combustível para o aumento de furtos e roubos de motocicletas nas vias públicas. A Operação Iron Horse busca asfixiar financeiramente esses grupos, bloqueando os canais de venda que dão vazão aos produtos de crime.

As diligências da Divecar seguem em andamento ao longo do dia para processar os materiais apreendidos e cruzar informações que possam levar aos líderes das quadrilhas de desmanche. A orientação para o consumidor é sempre exigir a nota fiscal e verificar a procedência dos itens via sistema do Detran, evitando a conivência com o comércio ilegal.

  • Publicado: 07/05/2026 18:31
  • Alterado: 07/05/2026 18:31
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Agência SP