Polícia Civil realiza operação contra fraudes em sistema bancário
A Polícia Civil de SP prendeu nove suspeitos em operação contra fraude de R$ 20 milhões em pagamentos, visando responsabilização e recuperação de valores
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 09/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (9), uma operação voltada para desmantelar um esquema fraudulento que resultou no desvio de R$ 20 milhões de clientes de empresas de meios de pagamento.
Operação Azimut da Polícia Civil

A ação, denominada Operação Azimut, culminou na prisão de nove indivíduos suspeitos, incluindo os proprietários de uma empresa que movimentou cerca de R$ 7 bilhões em um período de dois anos.
Os acusados enfrentam graves acusações, entre elas furto e estelionato, direcionadas a companhias que oferecem serviços como maquininhas de cartão. Além disso, eles são investigados por lavagem de dinheiro, evidenciando a complexidade e a gravidade das atividades ilícitas em que estariam envolvidos.
No total, foram emitidos 12 mandados de prisão temporária — nove na capital paulista e três na cidade de Campinas — juntamente com 12 ordens de busca e apreensão. A operação mobilizou 32 policiais civis e contou com o apoio de 16 viaturas da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), além do suporte adicional de policiais da Deic/Campinas.
A investigação revelou que os criminosos utilizaram credenciais legítimas de maneira ilegal para desviar aproximadamente R$ 19,2 milhões dos clientes de uma empresa especializada em gestão de recebíveis vinculada ao sistema financeiro. Os valores foram transferidos para duas empresas diferentes, sendo que uma delas recebeu R$ 7 milhões e movimentou a expressiva quantia de R$ 6,8 bilhões em um intervalo reduzido.
Esta operação é um desdobramento de uma ação anterior realizada em julho, na qual três indivíduos foram detidos. Segundo os investigadores, esses presos atuavam como laranjas para os verdadeiros proprietários das empresas que se beneficiaram das fraudes. As investigações ainda apontam a possível participação de um escritório contábil que teria sido responsável pela criação das empresas utilizadas no esquema criminoso.
Os esforços da Polícia Civil visam não apenas a responsabilização dos envolvidos, mas também a recuperação dos valores desviados e a prevenção de futuros crimes no sistema bancário.