Polícia Militar Rodoviária apreende 865 quilos de skunk em São Paulo
Conhecido também como skunk, o entorpecente estava em um caminhão sendo enviado para a cidade de Avaré, no interior de SP
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 23/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
No último dia 22 de setembro, a Polícia Militar Rodoviária de São Paulo efetuou uma significativa apreensão de 865 quilos de skunk, um tipo de cannabis altamente potente, popularmente conhecido como “super maconha”. A substância foi encontrada oculta na carroceria de um caminhão, misturada a uma carga de resíduos de soja.
O veículo foi interceptado na rodovia Raposo Tavares, nas proximidades da cidade de Cândido Mota, localizada a aproximadamente 430 quilômetros da capital paulista. Segundo informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP), a droga apreendida possui um valor estimado em R$ 30 milhões.
O caminhão, que havia sido abastecido em Mato Grosso do Sul, tinha como destino final a cidade de Avaré. O motorista, um homem de 41 anos, foi preso em flagrante e encaminhado para uma delegacia da Polícia Federal em Marília. Sua identidade não foi divulgada, impossibilitando a localização de sua defesa legal.
A operação que culminou na apreensão ocorreu após uma equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) receber informações do setor de inteligência sobre a passagem do caminhão com a grande quantidade de entorpecentes. Os policiais abordaram o veículo em um posto de gasolina. Inicialmente, nada suspeito foi encontrado com o condutor; no entanto, ao perceberem um “forte odor da droga”, decidiram realizar uma inspeção mais detalhada no caminhão.
Durante a busca, os policiais descobriram uma quantidade considerável de skunk, acondicionada em centenas de pacotes lacrados. Este tipo de droga pertence ao grupo dos canabinóides e é notoriamente reconhecido por sua alta concentração de compostos psicoativos, resultando em efeitos mais intensos e prejudiciais ao cérebro em comparação com a maconha convencional.
A Polícia Militar indicou que esta apreensão pode ser considerada uma das maiores já realizadas no estado em relação ao skunk. “Até o momento, não temos registro de outra ocorrência maior”, declarou a corporação por meio da SSP-SP.
A operação recebeu apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) da Polícia Federal e o caso foi registrado como tráfico de drogas. O skunk é produzido em laboratórios através da manipulação genética de espécies vegetais e contém concentrações elevadas de THC (tetrahidrocanabinol), a substância psicoativa responsável por alterar os níveis dos hormônios relacionados ao prazer e satisfação no cérebro.
Estudos sugerem que o teor de THC presente no skunk pode ser entre sete e dez vezes superior ao encontrado na maconha comum, apresentando porcentagens que variam entre 20% e até 40% na versão híbrida, enquanto a maconha tradicional possui cerca de 2,5% dessa substância.