Polícia identifica quatro suspeitos de matar ex-delegado

Quatro indivíduos, incluindo uma mulher, tiveram prisão temporária decretada pela Justiça; um dos líderes do PCC na Baixada Santista também está sendo investigado.

Crédito: Divulgação/Polícia Civil SP

Ruy Ferraz Fontes, que exerceu a função de delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo durante quatro décadas, foi um dos primeiros a atuar nas investigações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele foi assassinado em uma emboscada na segunda-feira, 15 de setembro, em Praia Grande, litoral paulista.

Na quinta-feira (18), a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) anunciou a identificação de quatro indivíduos suspeitos de estarem envolvidos no crime. As prisões temporárias desses suspeitos foram decretadas pela Justiça a pedido da Polícia Civil. Enquanto uma mulher foi detida, três homens permanecem foragidos.

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Os suspeitos são: Felipe Avelino da Silva, Flávio Henrique Ferreira de Souza, Luis Antonio Rodrigues de Miranda e Dahesly Oliveira Pires. Este último foi preso sob a suspeita de ter buscado um fuzil na região da Baixada Santista. Felipe e Flávio tiveram seus DNAs encontrados em um dos veículos utilizados no crime, enquanto Luis Antonio é investigado por supostamente ter dado ordens para buscar uma das armas.

A população pode colaborar com informações que levem à captura dos foragidos por meio do Disque-Denúncia pelo número 181, garantindo o anonimato do denunciante.

Além dos quatro já mencionados, Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como “Azul” ou “Colorido”, também está sob investigação. Ele é considerado um dos líderes do PCC na Baixada Santista e acredita-se que o ex-delegado tenha sido alvo da facção devido ao seu histórico no combate ao crime organizado. O PCC já havia feito ameaças à sua vida anteriormente.

Ruy Ferraz Fontes

Divulgação/Polícia Civil – Ruy Ferraz Fontes

Ruy Ferraz Fontes tinha 64 anos e era conhecido por ter contribuído significativamente para a prisão de figuras proeminentes do tráfico, como Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. As autoridades consideram duas possíveis motivações para o crime: seu histórico na luta contra o PCC ou sua recente atuação como secretário da Administração em Praia Grande.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, expressou confiança na implicação do PCC no assassinato e anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar possíveis ligações de agentes de segurança com o crime. “A dúvida permanece se essa execução se deve ao combate ao crime organizado durante toda a carreira do delegado ou se está relacionada à sua função atual na administração municipal”, declarou Derrite.

As defesas dos suspeitos não foram localizadas para comentários até o momento. A defesa de Dahesly optou por não se pronunciar neste instante.

As investigações estão em andamento e envolvem ações coordenadas entre o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A polícia já realizou oito mandados de busca e apreensão em diversas localidades e continua buscando esclarecer as circunstâncias do assassinato.

De acordo com relatos, imagens das câmeras de segurança mostraram pelo menos seis indivíduos encapuzados envolvidos na execução do ex-delegado. A força-tarefa segue empenhada em descobrir quem orquestrou o crime e identificar os responsáveis diretos pela morte.

Reprodução/Câmeras de Monitoramento
  • Publicado: 19/01/2026
  • Alterado: 19/01/2026
  • Autor: 19/09/2025
  • Fonte: Multiplan MorumbiShopping