Polícia Federal investiga plano militar para atacar liderança política no Brasil
Descoberta revela técnicas sofisticadas de anonimização de comunicação.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 20/11/2024
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Polícia Federal do Brasil revelou detalhes de um plano audacioso envolvendo militares que visavam atentar contra figuras políticas de destaque, como o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. No centro das investigações está o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, que teria utilizado dados pessoais de um terceiro para habilitar um celular, ferramenta crucial nas comunicações do grupo.
Conforme descrito no relatório da Operação Contragolpe, deflagrada recentemente, Oliveira cadastrou o aparelho utilizando as informações de Lafaiete Teixeira Caitano, um cidadão envolvido em um acidente de trânsito com o militar. Esta prática foi identificada como parte de uma técnica de anonimização, comum em doutrinas das Forças Especiais do Exército, que busca impedir a identificação do usuário real do número telefônico.
Durante a operação anterior, Tempus Veritatis, os peritos encontraram evidências ligando Oliveira ao uso dos dados de Caitano, incluindo fotos da carteira de habilitação e documentos do veículo. Essas descobertas corroboraram a tese de que Oliveira se utilizou indevidamente dessas informações após o incidente na BR-060.
As mensagens interceptadas indicam que a operação clandestina estava prevista para ocorrer em 15 de dezembro de 2022. No entanto, foi abortada minutos antes de sua execução, possivelmente devido ao adiamento de uma sessão do STF. O codinome “teixeiralafaiete230” surgiu como figura central nas comunicações, sugerindo liderança no planejamento.
A investigação avança em meio a tentativas de localizar a defesa de Oliveira e lançar luz sobre os demais envolvidos. Este caso destaca a complexidade das ameaças à segurança nacional e reforça a importância da vigilância contínua por parte das autoridades.