Polícia Federal combate trabalho escravo e mineração ilegal no Amapá

Os alvos da Operação Minamata são empresários, políticos e agentes públicos responsáveis pela exploração depredatória de ouro e outros recursos naturais. Dez pessoas foram presas

Crédito: Reprodução/Polícia Federal

Para a prática dos crimes, o grupo também é acusado de submeter pessoas a condições de trabalho análogas à de escravo.

A ação ocorre nos estados do Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo, ao todo foram seis mandados de prisão preventiva e cinco de prisão temporária. Além de conduções coercitivas e mandados de busca e apreensão.

A exploração ocorria na área do Lourenço – considerado o mais velho garimpo em atividade do país – que fica no município amapaense de Calçoene.

A Polícia Federal investiga a morte de pelo menos 24 pessoas, a maioria por soterramento, decorrentes de condições precárias de trabalho. Segundo os investigadores os danos ambientais são incalculáveis.

De acordo com as Polícia Federal, empresários utilizaram uma cooperativa de garimpeiros e se aproveitavam das políticas públicas que estimulavam a inclusão social das comunidades de trabalhadores para atuar de forma clandestina na extração de ouro, encobrindo propósitos de exploração em larga escala sob o argumento da pesquisa mineral e lavra artesanal de pequena monta.

As investigações ainda apontaram que a atividade irregular incentivou o uso em escala indiscriminada de substâncias tóxicas e metais pesados, como mercúrio e, até mesmo, cianeto, uma substância cujo contato pode ocasionar a morte de uma pessoa.

A justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 113 milhões em bens móveis e imóveis. Entre as empresas investigadas, estão Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários que atuam como intermediárias nos mercados financeiro e de capitais em todo país.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 15/08/2023
  • Fonte: FERVER