Polícia do Ceará identifica cinco suspeitos de participar de chacina
O governador do Ceará, Camilo Santana, anunciou hoje (28) que a PM identificou cinco suspeitos de participar da chacina ocorrida no sábado (27) no bairro Cajazeiras, em Fortaleza
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 29/01/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O crime aconteceu após homens armados desembarcarem de veículos e atirarem contra as pessoas que estavam no estabelecimento. Com 14 mortes confirmadas, essa foi a maior chacina registrada no estado.
De acordo com o governador, dos cinco suspeitos que foram identificados, três são considerados mandantes e dois atuaram nas execuções, que ocorreram em uma casa de eventos, conhecida por Forró do Gago, na Rua Madre Tereza de Calcutá.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados para preservar as investigações.
“Nas próximas horas, nós vamos dar uma resposta firme em relação a quem cometeu [a chacina]. É inaceitável o fato corrido, e as pessoas serão punidas com o rigor da lei”, disse o governador.
A chacina estaria ligada à guerra entre facções criminosas. A maioria das vítimas é mulher e, entre elas, há adolescentes. Neste sábado à tarde, um suspeito foi preso com um fuzil.
A festa de forró teria sido organizada por membros do Comando Vermelho (CV). A responsabilidade pelo massacre é atribuída à Guardiões do Estado (GDE), facção criminosa rival.
A festa acontecia na casa noturna Forró do Gago. Segundo testemunhas que pediram para não ser identificadas, por volta de 0h30 de ontem, homens chegaram em três carros e desceram disparando a esmo. Eles portariam espingarda calibre 12, pistolas calibre 40 e 9 milímetros e revólveres calibre 38.
O secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, afirmou que a chacina na festa de forró, na periferia de Fortaleza, foi um evento isolado. “No mundo todo, tem situações em que se matam 50 pessoas, 60 pessoas em boates. É uma situação criminosa que foi organizada, que foi planejada e que veio a ser executada”, disse em coletiva de imprensa neste sábado. O massacre deixou 14 pessoas mortas e ao menos 9 feridos.
De acordo com boletim médico divulgado pelo Instituto Dr. José Frota, quatro pessoas que sobreviveram ao tiroteio passaram por cirurgias e continuam internadas. Cinco já receberam alta.