Polícia fecha central de golpes em São Paulo
Polícia paulista desmantela central de golpes na Avenida Faria Lima, prendendo 12 suspeitos que atacavam idosos com fraudes financeiras
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 23/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Uma operação da polícia paulista resultou no fechamento de uma sofisticada “central de golpes” localizada em um prédio comercial na Avenida Brigadeiro Faria Lima, reconhecida como um dos principais centros financeiros do Brasil. A ação ocorreu nesta quinta-feira, 22, e foi conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Operação da Polícia em SP
A investigação revelou que o local abrigava uma empresa com atividades mistas: enquanto parte das operações estava relacionada a cobranças legítimas, outra fração dedicava-se a práticas fraudulentas. Os criminosos utilizavam dados obtidos de forma ilegal para contatar suas vítimas, muitas vezes idosos, alegando que eram responsáveis pela recuperação de “créditos podres” e persuadindo-os a realizar pagamentos indevidos.
O Deic destacou que a escolha do endereço tinha como objetivo conferir uma falsa aparência de legitimidade às atividades ilícitas do grupo. Durante a ação policial, foram apreendidos documentos que comprovam as tentativas de contato com as vítimas.
A operação intitulada “Título Sombrio” foi realizada pela 4ª Delegacia da DCCIBER, que é especializada em investigações sobre lavagem e ocultação de ativos ilícitos por meio eletrônico. Além da central na Faria Lima, os policiais também desmantelaram uma unidade adicional em Carapicuíba, na Grande São Paulo, totalizando 12 indivíduos detidos para averiguação de sua participação nas fraudes.
Os investigadores detalharam que o esquema se baseava em ameaças contundentes dirigidas às vítimas. O método incluía o envio em massa de mensagens que simulavam ordens judiciais e notificações de bloqueio de CPF, direcionando as pessoas para atendimento telefônico.
Durante as ligações, os golpistas se apresentavam como representantes de setores jurídicos ou de cobrança, insinuando que poderiam ocorrer penhoras ou bloqueios de benefícios caso os pagamentos não fossem realizados. As evidências sugerem que os envolvidos operavam em uma rede criminosa organizada, compartilhando sócios e endereços entre diversas empresas envolvidas nas atividades fraudulentas.
A operação evidencia a crescente preocupação das autoridades com a segurança financeira da população, especialmente com grupos criminosos que visam indivíduos mais vulneráveis.