Polícia de SP prende mais de 1,3 mil agressores de mulheres
Ofensiva da Polícia de SP prende 1,3 mil agressores de mulheres e crianças. Operações miram violência doméstica, crime organizado e tráfico
- Publicado: 02/02/2026
- Alterado: 10/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: PMSCS
Em uma ampla e coordenada ofensiva de segurança pública, a Polícia de SP mobilizou suas forças nesta quarta-feira (10), resultando na prisão de mais de 1,3 mil agressores de mulheres e crianças. As ações integradas, que contaram com diferentes vertentes de investigação e patrulhamento, demonstram a prioridade do Estado no combate a crimes de alta vulnerabilidade social e contra facções criminosas.
A espinha dorsal dessa mobilização foi a Operação Hera II. Durante 21 dias de intensa atuação, a operação da Polícia de SP concentrou esforços no combate à violência doméstica em todo o território paulista. A iniciativa resultou no processamento de 24 mil boletins de ocorrência, na expedição de 9,3 mil solicitações de medidas protetivas de urgência e na realização de 1,3 mil prisões em flagrante.
Outras operações de destaque incluíram a Sentinela de Aço, focada em crimes sexuais contra a infância, a Teia Central, contra o tráfico de drogas por delivery na capital, e uma grande mobilização da Polícia Militar contra o crime organizado.
Combate à Violência Doméstica: “Nenhum Agressor Ficará Impune”
O resultado das ações foi detalhado pelo secretário de Segurança Pública, Oswaldo Nico Gonçalves, que destacou o compromisso da Polícia de SP com a prevenção e repressão dos crimes de gênero. “O combate à violência doméstica é uma de nossas principais bandeiras. A gente quer trabalhar com a conscientização para evitar os crimes e, acima de tudo, incentivar as denúncias”, afirmou o secretário.
Oswaldo Gonçalves ressaltou a importância de ferramentas digitais como o aplicativo SP Mulher Segura, lançado em março de 2024, que permite o registro de Boletins de Ocorrência e o monitoramento de agressores com tornozeleiras. “A ferramenta é importante para ajudar a acabar com os feminicídios”, concluiu.
A delegada Adriana Liporoni, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) no estado, reforçou a mensagem de que o trabalho da Polícia de SP é permanente. “Essa ação reafirma o compromisso com a proteção das mulheres, acolhendo vítimas, investigando casos graves e prendendo agressores. Nesse período, reforçamos as ações policiais para mostrar que nenhum agressor de mulher ficará impune em São Paulo, porque não deixaremos nenhuma vítima sozinha diante da violência”, declarou.
Proteção à Infância e o Combate a Crimes Sexuais
A Operação Sentinela de Aço dedicou-se exclusivamente ao combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A ofensiva resultou no cumprimento de 26 mandados de prisão por estupro de vulnerável, com 11 agressores detidos.
As investigações demonstraram uma correlação preocupante: a maioria dos procurados também respondia por violência doméstica, indicando um perfil criminoso com comportamento agressivo e alto risco social. Parte desses criminosos, inclusive, havia cometido o crime em outros estados, como Maranhão e Bahia, e utilizou São Paulo como refúgio para se esconder e evitar a execução de suas penas, sendo alcançados pela Polícia de SP
Ação contra o tráfico e o Crime Organizado
Em uma frente diferente, a Operação Teia Central mirou uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas por delivery na região central da capital. A ação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, culminando em oito prisões (seis homens e duas mulheres).
Os policiais apreenderam cerca de 3 kg de maconha, R$ 121 mil em espécie, além de 800 euros e 45 dólares, balanças de precisão, celulares, notebooks e seis veículos. Mais importante, a operação conseguiu bloquear R$ 9,2 milhões em recursos, que serão destinados ao programa Recupera SP. Após o trânsito em julgado, o valor será revertido para compra de materiais para a Secretaria da Segurança Pública, fechando o ciclo do combate ao crime com o reaproveitamento de bens ilícitos.
Paralelamente, a Polícia de SP executou uma mobilização integrada em várias regiões do Estado, com foco no crime organizado, lavagem de capitais, tráfico de drogas, e adulteração veicular. Foram executados 85 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de prisão. A maior apreensão ocorreu em Mirassol, no interior, onde os agentes recolheram 1,2 tonelada de maconha. Na região de Campinas, a PM cumpriu mandados contra um integrante de facção criminosa, apreendendo cinco armas de fogo ilegais, 165 munições e R$ 45 mil em espécie.
A estrutura de proteção do SP Por Todas
O sucesso das operações da Polícia de SP está ancorado em uma robusta estrutura de atendimento e acolhimento. O estado conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), sendo que 18 delas funcionam 24 horas por dia para garantir atendimento ininterrupto.
Além disso, foram instaladas 170 Salas DDM em delegacias territoriais, assegurando privacidade e acolhimento especializado. O serviço também está disponível de forma remota, através da DDM Online, acessível em 166 unidades policiais. Todo esse aparato integra o movimento SP Por Todas, que centraliza políticas públicas de segurança, autonomia financeira e saúde, promovendo o protagonismo feminino e a independência das mulheres em todo o estado.