Polícia Civil desarticula quadrilha do "ouro" em São Paulo
Polícia Civil prende 16 pessoas em operação contra quadrilha do "ouro" que roubava e derretia joias no centro de São Paulo
- Publicado: 14/05/2026 18:57
- Alterado: 14/05/2026 18:57
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Agência SP
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (14), a Operação Eldorado, desarticulando uma sofisticada organização criminosa especializada no roubo de correntes de ouro. A quadrilha do “ouro” agia em pontos de grande movimento, como a Rua 25 de Março e a Ladeira Porto Geral. A ação resultou na prisão de 16 pessoas e no cumprimento de mandados na capital e em cidades como Santo André, Carapicuíba e Francisco Morato.
Divisão de Tarefas: O “Modus Operandi”

A investigação, conduzida pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) desde janeiro, identificou que a quadrilha do “ouro” operava com cinco funções distintas para garantir o sucesso dos crimes:
- Olheiros: Identificavam vítimas distraídas com joias valiosas.
- Puxadores: Executavam o roubo arrancando as correntes com violência.
- Paredes: Cercavam a cena para bloquear a visão de testemunhas e indicar rotas de fuga falsas.
- Apoio Logístico: Retiravam os objetos do local rapidamente para evitar flagrantes.
- Receptadores: Localizados na região da Sé, compravam e derretiam o ouro imediatamente para apagar a origem do crime.
Impacto e Prisões
Durante a operação, foram apreendidos celulares, diversas joias e correntes. Entre os detidos hoje, um dos líderes da quadrilha do “ouro”, que atuava como “parede”, foi capturado em Santo André.
O delegado titular da 1ª Cerco, Ronald Quene Justiniano, ressaltou que a estrutura era profissionalizada. “A prisão dos envolvidos é essencial para interromper essa cadeia de crimes”, afirmou, alertando ainda sobre a importância das vítimas registrarem boletins de ocorrência para facilitar a identificação dos delitos.
Penalidades
Os suspeitos responderão por crimes de roubo, receptação, associação criminosa e corrupção de menores. As investigações continuam para identificar outros estabelecimentos comerciais que integravam a rede de receptação no centro de São Paulo.