Polícia Civil prende suspeito de atacar ônibus na Grande São Paulo

Polícia Civil de SP prendeu Edson Campolongo, acusado de ataques a ônibus.

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A Polícia Civil do Estado de São Paulo anunciou a prisão de Edson Aparecido Campolongo, um servidor público acusado de ser o responsável por uma série de ataques a ônibus na Grande São Paulo. A detenção ocorreu na manhã da última terça-feira (22), após investigações que conectaram o suspeito a pelo menos 17 incidentes de vandalismo em transportes públicos.

De acordo com as autoridades, Edson, que trabalha como motorista do chefe de gabinete em um órgão estadual há mais de 30 anos, revelou em seu depoimento que sua motivação para os ataques era “consertar o Brasil”. Seu irmão, Sérgio Aparecido Campolongo, também é mencionado como possível cúmplice nas ações criminosas.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) destacou que a investigação foi impulsionada pela identificação de um veículo Virtus branco, associado a múltiplas cenas dos ataques. A rotina diária de deslocamento de Edson, entre São Bernardo do Campo e o Centro de São Paulo, foi meticulosamente analisada para esclarecer o uso do carro fora do horário laboral.

Os ataques, conforme informações da SSP, têm sido uma preocupação crescente na região metropolitana, com um total alarmante de 813 ocorrências registradas desde 1º de junho até a data da prisão. Dentre esses episódios, 15 foram especificamente relatados em São Bernardo do Campo e um na avenida Jorge João Saad, no Morumbi, onde uma criança ficou ferida por estilhaços.

Durante a busca realizada na residência de Edson, as autoridades encontraram estilingues, pedras e outros materiais que poderiam ser utilizados em futuros ataques. As investigações estão em curso para determinar se Edson atuava sozinho ou se havia uma organização criminosa por trás das ações.

A situação gerou reações no governo municipal. O prefeito Ricardo Nunes criticou a lentidão da Polícia Civil em identificar os responsáveis pelos ataques e questionou as motivações por trás das depredações. Enquanto isso, um relatório do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) sugere que cerca de 80% dos ataques têm ocorrido nas zonas Sul e Oeste da capital paulista.

O foco das investigações se voltou para possíveis disputas entre empresas do setor de transporte coletivo urbano, com indícios de que conflitos internos dentro do sindicato da categoria possam ter gerado os ataques como forma de prejudicar concorrentes. Outras linhas investigativas incluem ligações com organizações criminosas e desafios promovidos pela internet.

Entre os episódios mais graves está o ataque na Zona Sul em que uma passageira sofreu fraturas faciais severas após ser atingida por uma pedra. Os efeitos colaterais dessa onda de vandalismo não se limitam apenas às empresas afetadas; há também um fenômeno chamado “contaminação”, onde indivíduos não ligados ao setor também se envolvem em atos de vandalismo.

A situação continua a ser monitorada pelas autoridades enquanto novos desdobramentos são esperados nas investigações sobre as motivações e os possíveis mandantes dos ataques a ônibus na capital paulista.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 22/07/2025
  • Fonte: Teatro Liberdade