Polícia Civil prende quadrilha de furtos de remédios em SP
Ação coordenada pela delegacia de Itapeva mobilizou 50 agentes para cumprir mandados de prisão na Grande São Paulo contra o esquema.
- Publicado: 17/04/2026 11:00
- Alterado: 17/04/2026 11:00
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
A Polícia Civil deflagrou hoje uma operação para desarticular uma organização criminosa focada no furto de medicamentos de alto custo. O esquema motivou o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão e seis de prisão nas zonas leste e central da capital paulista.
Agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapeva coordenam as diligências com o suporte tático do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra). O efetivo deslocado reuniu cerca de 50 policiais para fechar o cerco contra os suspeitos.
Investigação da Polícia Civil começou no interior paulista
O caso ganhou tração logo após dois ataques a farmácias do município de Itapeva em setembro do ano passado. “Analisamos imagens, realizamos monitoramento e identificamos, inicialmente, quatro autores”, explicou o delegado Thiago Fogaça, encarregado do inquérito.
O cruzamento de dados feito pela Polícia Civil revelou que a Justiça já procurava dois integrantes do bando pelo mesmo delito. A continuidade das apurações permitiu o mapeamento dos demais membros da estrutura criminosa nos meses seguintes.
Prisões e desdobramentos na Grande São Paulo
As equipes táticas prenderam dois suspeitos durante o cumprimento das ordens judiciais. Os investigadores rastrearam um dos alvos até uma chácara na cidade de Guarulhos, local onde capturaram dois irmãos ligados à fraude estruturada pelo grupo.
O 1º Distrito Policial de Guarulhos registrou a entrada dos detidos antes da transferência. A Polícia Civil recolheu provas documentais e equipamentos nas buscas, enviando todo o material apreendido para a sede da DIG no interior, onde os peritos farão a análise técnica.
As equipes de inteligência mantêm o rastreamento para localizar os outros investigados com mandado de prisão em aberto. O inquérito da Polícia Civil segue ativo para identificar potenciais receptadores dos remédios desviados e mapear a cadeia financeira da quadrilha.