Polícia Civil faz operação contra flanelinhas em Santo André

Megaoperação de flanelinhas ilegais da GCM e Polícia Civil no bairro Silveira visa o combate à atuação criminosa

Crédito: Divulgação/PSA

A atuação de flanelinhas não autorizado, muitas vezes associada à prática de extorsão contra motoristas, foi o alvo de uma operação de grande envergadura realizada na noite da última sexta-feira (7) em Santo André. Coordenada pela Prefeitura Municipal em parceria com a Polícia Civil, a ação concentrou-se nas imediações do Clube Atlético Aramaçan, no bairro Silveira, área que vinha registrando um aumento nas denúncias de crimes. A iniciativa resultou na prisão em flagrante de um indivíduo e na abordagem de 27 pessoas suspeitas.

O objetivo principal da iniciativa é restaurar a segurança e coibir a prática dos flanelinhas de crimes como extorsão e o exercício irregular da profissão de guardador de carros. As autoridades agiram com base em um trabalho aprofundado de monitoramento e identificação, motivado por diversos boletins de ocorrência registrados por vítimas na região.

A estratégia de Forças-Tarefa contra o Flanelinha clandestino

A mobilização contra flanelinhas exigiu a união de diversas forças de segurança e órgãos municipais, demonstrando uma abordagem integrada para lidar com a questão. Estiveram envolvidos na operação o Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa), o Centro de Operações Integradas (COI), além de unidades da Guarda Civil Municipal (GCM), como as Rondas com Motocicletas (Romo) e as Rondas Ostensivas Municipais (Romu).

A legislação federal que rege a atividade de guardadores de carros — a Lei nº 6.242/1975, regulamentada pelo Decreto nº 79.797/1977 — estabelece que tais profissionais devem possuir registro na Delegacia Regional do Trabalho. A fiscalização buscou justamente essa comprovação: das 27 pessoas abordadas, nenhum suspeito possuía a liberação necessária para exercer a atividade de flanelinha de forma legalizada.

Qualificação Criminal: O Novo Foco no Combate à Extorsão

A inobservância da lei, aliada às denúncias de extorsão e exercício irregular da profissão, levou ao encaminhamento de todos os abordados ao 3º Distrito Policial para as devidas providências. O ponto crucial da operação foi o registro completo dos envolvidos.

O trabalho das autoridades de segurança pública incluiu a qualificação criminal dos flanelinhas, ou seja, a identificação completa dos indivíduos, além do registro fotográfico de cada um. Essa medida visa munir a população de ferramentas de reconhecimento e auxiliar a Justiça em futuras investigações ou novos casos de extorsão envolvendo os mesmos sujeitos.

Durante a realização da operação contra os flanelinhas, a eficácia do trabalho se provou imediata: um dos indivíduos foi denunciado no local por uma vítima e acabou sendo preso em flagrante. Este caso específico reforça a necessidade de ações contínuas e coordenadas para garantir o direito de ir e vir dos munícipes sem a ameaça de coerção ou extorsão.

Como a população pode ajudar a combater o Flanelinha Ilegal

O sucesso da operação integrada contra os flanelinhas depende, em grande parte, da colaboração contínua da comunidade. As autoridades de Santo André reforçam a importância da denúncia para auxiliar no combate ao crime.

Para garantir que as investigações prossigam e que os responsáveis sejam responsabilizados, a população deve registrar o Boletim de Ocorrência com o maior número de detalhes possível, incluindo o local exato, o horário do crime e uma descrição dos envolvidos.

O registro pode ser efetuado de forma presencial em qualquer delegacia de polícia do estado ou, para maior conveniência e agilidade, de maneira totalmente online por meio do site da Polícia Civil de São Paulo: https://www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp-de-cidadao/pages/comunicar-ocorrencia. Essa é a maneira mais eficaz de transformar a indignação em ação concreta contra o crime de extorsão praticado por flanelinha irregular.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 08/11/2025
  • Fonte: Sorria!,