Polícia Civil intensifica investigação no caso do assassinato de Vitória Regina Sousa em Cajamar
Neste sábado, 8, agentes da polícia estão realizando diligências na região na tentativa de esclarecer os detalhes deste crime brutal.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 08/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Polícia Civil de São Paulo intensifica as investigações relacionadas ao assassinato da jovem Vitória Regina Sousa, de apenas 17 anos, que causou grande comoção na cidade de Cajamar, localizada na Grande São Paulo. A adolescente havia desaparecido no dia 26 de fevereiro e seu corpo foi encontrado em um matagal na última quarta-feira, 5 de março. Neste sábado, 8, agentes da polícia estão realizando diligências na região na tentativa de esclarecer os detalhes deste crime brutal.
Atualmente, sete indivíduos são considerados suspeitos, incluindo Gustavo Vinícius Moraes, de 26 anos, ex-namorado da vítima, que se encontra detido. O corpo da jovem apresentava sinais claros de violência e estava em estado avançado de decomposição quando foi descoberto. As investigações preliminares indicam que o crime pode ter motivações passionais ligadas a um possível ato de vingança, embora muitas perguntas ainda permaneçam sem resposta. Mensagens trocadas antes do crime revelam que Vitória expressou medo ao ser seguida após deixar seu trabalho.
Motivações do Crime
A polícia está investigando a possibilidade de um crime passional, mas não descarta a hipótese de vingança. O fato de o cabelo da vítima estar raspado levanta questionamentos sobre possíveis execuções associadas a traições dentro de facções criminosas; contudo, até o momento não há provas que liguem a jovem ou os suspeitos ao crime organizado.
Identificação dos Suspeitos
Embora sete pessoas estejam sendo investigadas, a polícia ainda não definiu com clareza o papel de cada uma delas na morte de Vitória. Gustavo Vinícius Moraes figura como o principal suspeito. Além dele, quatro homens foram vistos acompanhando a jovem na noite fatídica. Outros dois indivíduos também estão sob investigação: Gustavo Henrique dos Santos, um amigo e possível interesse romântico da vítima, que ignorou seu pedido por ajuda, e um homem não identificado, proprietário do veículo Toyota Corolla utilizado durante o crime.
O Papel de Gustavo Vinícius
Gustavo Moraes foi ouvido pelas autoridades, mas liberado após a Justiça negar o pedido de prisão temporária feito pela polícia. Posteriormente, ele se apresentou voluntariamente à delegacia, alegando estar ameaçado por outros envolvidos no caso. Sua verdadeira participação no crime está sendo analisada com atenção pela polícia, especialmente considerando que ele não respondeu aos pedidos de socorro da vítima na noite do desaparecimento e foi rastreado nas proximidades do local onde Vitória foi vista pela última vez.
Local do Crime
O corpo foi localizado em um matagal em Cajamar, mas a perícia sugere que o assassinato pode ter ocorrido em outro local devido à ausência de sangue na cena do crime. O último sinal do celular da vítima foi detectado nas proximidades de uma represa situada do outro lado da cidade, levando os investigadores a acreditar que ela pode ter sido morta nesse local antes de ser transportada para onde foi encontrada.
Perguntas Sem Resposta
Ainda pairam várias dúvidas sobre o caso: Por que Gustavo ignorou os pedidos de ajuda feitos por Vitória? Curiosamente, no dia do desaparecimento da jovem, o carro do pai dela quebrou, levantando especulações sobre um possível planejamento do crime. Além disso, a brutalidade demonstrada no ataque—com sinais de crueldade como a cabeça raspada e a ausência de roupas—suscita questionamentos sobre as razões por trás dessa violência extrema.
Próximos Passos na Investigação
A Delegacia de Cajamar continua conduzindo as investigações para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do crime. A Polícia Civil mantém a confidencialidade sobre certos detalhes para assegurar a autonomia das apurações.
Expectativas Sobre Laudos Periciais
Laudos periciais solicitados ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC) estão em processo de elaboração. As análises serão cruciais para determinar a causa da morte e fornecer informações adicionais sobre as agressões sofridas pela vítima.