Polícia Civil fecha fábricas clandestinas de celulares em SP

Ação da Polícia Civil no Centro de São Paulo fecha duas instalações que montavam e vendiam aparelhos, com apreensão de 312 celulares e 35 tablets

Crédito: Reprodução/Polícia Civil de São Paulo

Uma operação realizada pela Polícia Civil resultou no fechamento de duas fábricas clandestinas de montagem e venda de celulares no Centro de São Paulo, nesta terça-feira (21). A ação foi conduzida por agentes do 3º Distrito Policial, como parte de uma estratégia mais ampla para combater crimes patrimoniais na região.

Polícia Civil apreende 312 aparelhos em SP

Durante a operação, foram apreendidos um total de 312 celulares, 35 tablets, além de computadores, documentos e etiquetas que estavam em uso nas instalações. As investigações iniciais indicaram que a mercadoria estava exposta à venda em diversos estabelecimentos comerciais da área. Após uma análise detalhada da documentação apresentada pelos proprietários, os policiais descobriram uma empresa que operava em dois andares de um prédio, onde funcionava uma linha de montagem dedicada à produção ilícita de dispositivos móveis.

Divulgação/Polícia Civil

O delegado Luiz Carlos Silva Santos destacou que a investigação revelou práticas fraudulentas significativas. “No local, encontramos selos e etiquetas que indicavam que os celulares eram novos. No entanto, essa informação era enganosa, e um aspecto alarmante foi a descoberta de um tutorial no computador do escritório, instruindo sobre como cancelar o e-mail — que funciona como o RG do celular — e substituir por outro. Todos esses detalhes estão sendo investigados com rigor”, declarou o delegado.

Os responsáveis pela operação clandestina estão sendo investigados por diversos crimes, incluindo receptação, falsificação e possível sonegação fiscal. O delegado também mencionou que novos delitos poderão ser identificados conforme as investigações avançarem.

As investigações revelaram que o esquema tinha como objetivo contornar os sistemas de bloqueio dos aparelhos. Imagens divulgadas pela polícia mostraram quatro funcionários presentes no momento da abordagem, além de várias caixas contendo celulares prontos para venda.

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Os aparelhos apreendidos eram montados utilizando peças sem origem comprovada e reconfigurados através da alteração do número IMEI — um código único que identifica cada celular — antes de serem comercializados como novos.

A Polícia Civil instaurou um inquérito policial para investigar o esquema em sua totalidade e analisar todo o material apreendido durante a operação.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 22/10/2025
  • Fonte: FERVER