Polícia Civil de SP investe em IA para investigações

Cerca de 500 agentes já participaram da capacitação, que tem o objetivo de otimizar a parte administrativa e burocrática, dando mais tempo para os policiais se dedicarem às investigações

Crédito: SSP

A Polícia Civil de São Paulo está investindo em tecnologia para modernizar seus serviços. Desde agosto, a Academia de Polícia (Acadepol) oferece um curso de especialização em Inteligência Artificial (IA), com o objetivo de otimizar o trabalho policial, principalmente nas áreas administrativas e burocráticas, para dar mais agilidade às investigações. Cerca de 500 agentes já participaram do curso, que tem lista de espera.

A capacitação é aberta a todas as carreiras da instituição — delegados, investigadores e escrivães —, que podem aplicar a IA de maneiras distintas, como na análise e cruzamento de dados. As aulas abordam conceitos como Machine Learning, Big Data e ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini. Os policiais também aprendem a usar a engenharia de prompts para elaborar documentos como relatórios e ofícios de forma mais eficiente.

Apesar dos benefícios, os instrutores reforçam que a IA é uma ferramenta de apoio e não substitui o trabalho e a análise humana. Segundo a diretora da Acadepol, Márcia Heloísa Ruiz, a capacitação é essencial para que os policiais consigam transformar dados em inteligência, garantindo respostas “mais rápidas, precisas e eficazes para a sociedade”.

O delegado Luiz Fernando Ortiz, responsável pela Divisão de Tecnologia da Informação do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) e professor do curso, destaca que o interesse pela IA não se restringe aos agentes mais jovens. Uma pesquisa interna mostrou que a maioria dos participantes tem entre 10 e 25 anos de carreira. Para ele, a tecnologia é a maior inovação para o trabalho investigativo que já viu em seus mais de 20 anos na polícia.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 23/09/2025
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA