Pocah reflete sobre desafios e conquistas do funk no Brasil

Pocah fala sobre os desafios do funk e o preconceito contra mulheres no gênero: "O funk é meu, é nosso e ninguém poderá apagar isso!"

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A artista Pocah compartilhou suas reflexões sobre ser mulher no universo do funk e os obstáculos enfrentados por esse gênero musical no Brasil. Celebrando o Dia Nacional do Funk em 12 de julho, ela ressalta que, apesar do ritmo ser um dos mais populares do país, ainda enfrenta resistência e estigmas.

A cantora, que iniciou sua carreira aos 15 anos, expressa sua frustração com o preconceito que ainda persiste na sociedade. “Ser uma mulher funkeira em um ambiente predominantemente masculino é desafiador. Seria maravilhoso dizer que o preconceito é uma questão do passado, mas isso não é verdade. Espero poder relatar um dia que superamos esses desafios coletivamente”, afirma.

Pocah, oriunda de Duque de Caxias e com mais de 950 mil ouvintes mensais no Spotify, utilizou o funk como um trampolim para sua carreira internacional, realizando turnês nos Estados Unidos e na Europa. No entanto, ela observa que o reconhecimento no exterior não se traduz em valorização dentro do Brasil. “Sinto que existe uma síndrome de vira-lata. O público valoriza mais o que vem de fora; lá fora, as pessoas abraçam nossa música. Aqui, o funk é frequentemente visto como ofensivo ou desorganizado”, destaca.

A percepção social em relação às mulheres na cena do funk também é uma preocupação para a artista. “O funk representa meu espaço de liberdade, onde posso me expressar e ser quem realmente sou. Isso provoca desconforto em muitos, pois a mulher no funk desafia normas e fala abertamente sobre suas opiniões”, explica.

No próximo ano, Pocah lançará seu álbum intitulado “Cria de Caxias”, uma obra destinada a evidenciar a capacidade construtiva do gênero. A artista já fez participações como apresentadora no Multishow, brilhou nas passarelas da São Paulo Fashion Week e empreende com uma marca de beleza focada na diversidade da pele brasileira.

“Todo o sucesso que alcancei tem raízes no funk. Essa é a minha base e continua sendo alvo de julgamento pelo seu contexto, ao invés de ser reconhecido por sua essência”, conclui Pocah. “O funk é meu, é nosso, e ninguém poderá apagar isso”.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 12/07/2025
  • Fonte: Sorria!,