PM-SP usa Google Localizador para bloquear celulares roubados
Com essa tecnologia, os policiais podem atuar diretamente da viatura, permitindo o bloqueio da tela do dispositivo da vítima, rastreamento da localização e até mesmo a emissão de um alarme sonoro
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 08/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) iniciou a utilização do aplicativo Google Localizador, uma ferramenta que possibilita o bloqueio remoto de celulares Android que tenham sido furtados ou roubados. Com essa tecnologia, os policiais podem atuar diretamente da viatura, permitindo o bloqueio da tela do dispositivo da vítima, rastreamento da localização e até mesmo a emissão de um alarme sonoro, além da opção de apagar todos os dados do aparelho se necessário.

O anúncio desta inovação ocorreu durante o evento Google For Brasil, realizado em 10 de junho, onde a gigante da tecnologia revelou a colaboração com a Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC) da PM-SP. O objetivo é proporcionar uma resposta rápida para as vítimas, evitando que elas precisem aguardar até chegarem em casa ou dependam de terceiros para efetuar o bloqueio do celular após um incidente de furto ou roubo.
Com o sistema já implementado, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a nova funcionalidade está disponível para aproximadamente 80% dos dispositivos móveis registrados no estado. Para que funcione corretamente, é necessário que as opções de rastreamento e bloqueio estejam ativadas nos aparelhos. Nos casos em que essa função não está disponível, os policiais ainda têm a capacidade de localizar o celular e emitir um alerta sonoro.
Para garantir a segurança e o acesso aos recursos de proteção contra roubo, os usuários devem seguir algumas etapas para ativar o bloqueio remoto em seus dispositivos Android. Os passos incluem acessar as configurações do dispositivo, selecionar as opções do Google e habilitar a função “Bloqueio Remoto”.
Numa recente ação promovida pela SSP, realizada em 7 de julho, foram devolvidos 43 celulares recuperados que haviam sido roubados. A recuperação desses dispositivos foi possibilitada através do cruzamento das informações dos boletins de ocorrência com dados fornecidos pelas operadoras de telefonia. Até o momento, 824 vítimas foram notificadas sobre a recuperação de seus aparelhos na capital paulista, com mais de 270 comparecendo às delegacias e cerca de 100 celulares sendo devolvidos.
O processo eficaz de devolução depende da coleta do número IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel), juntamente com o registro imediato do boletim de ocorrência. Quando um celular é reativado por outra pessoa, mesmo após semanas do furto ou roubo, o sistema policial é alertado e possibilita seu rastreamento.
De acordo com dados da SSP, entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 110 mil casos de roubos e furtos de celulares em São Paulo, apresentando uma redução de 4% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Na capital, as ocorrências superaram 68 mil, resultando em uma diminuição de 1% nos índices criminais. A secretaria atribui parte dessa queda à eficácia das ações preventivas realizadas pelas equipes policiais.
O secretário Guilherme Derrite enfatizou a importância do registro imediato do boletim de ocorrência e a posse do número IMEI como elementos fundamentais na luta contra os crimes relacionados ao furto e roubo de celulares. Essas iniciativas visam dificultar cada vez mais as atividades criminosas.
Para aqueles que se tornam vítimas desses crimes, a SSP recomenda algumas etapas: registrar rapidamente o boletim de ocorrência via delegacia eletrônica; fornecer o número IMEI do aparelho; e manter os dados atualizados no BO para facilitar futuras devoluções.
Por fim, ao recuperar um celular, a Polícia Civil realiza um rigoroso processo de identificação do IMEI antes de contatar as vítimas para agendar a devolução segura dos aparelhos recuperados.