PM estima em 1,4 milhão o número de manifestantes na Av. Paulista
Líderes da oposição se reúnem em hotel para seguir para a paulista. Alckmin e Aécio são hostilizados em passagem na av. Paulista
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 13/03/2016
- Autor: Redação
- Fonte: MIS Experience
A Polícia Militar calculou 1,4 milhão de pessoas presentes à manifestação contra o governo Dilma Rousseff realizada na Avenida Paulista e adjacências, em São Paulo, às 16h15, horário de pico do ato. Considerando os eventos ocorridos em todo o Estado, o número sobe para 1,8 milhão de manifestantes.
Já o movimento Vem Pra Rua estimou em 2,5 milhões de manifestantes no ato da Av. Paulista. A estimativa foi divulgada perto das 16 horas. O Datafolha fala em 450 mil pessoas embora ainda não tenha publicado um número fechado. O ato de hoje foi o maior de São Paulo, conforme o instituto. O anterior, segundo o DataFolha, foi o das Diretas Já, em 1984 e que reuniu 400 mil pessoas. Ainda de acordo com o instituto, a maior manifestação anti-Dilma contou com 210 mil pessoas em março de 2015.
Em todo o Brasil, o movimento Vem Pra Rua estima que cerca de 5 milhões de pessoas foram hoje às ruas se manifestar contra o governo Dilma. Todos os Estados brasileiros e 505 cidades foram palco dos atos pró-impeachment.
LÍDERES DA OPOSIÇÃO SE REÚNEM EM HOTEL PARA SEGUIR PARA A PAULISTA
Lideranças da oposição começam a se reunir em um hotel na região da Avenida Paulista, de onde pretendem seguir em marcha para a manifestação pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Já chegaram para o encontro os deputados Mendonça Filho (DEM-PE) Pauderney Avelino (DEM-AM), Roberto Freire (PPS-PE), Tarciso Perondi (PMDB-RS), Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e os senadores José Agripino Maia (DEM-RN) e Ronaldo Caiado (DEM-MT), além do secretário Rodrigo Garcia.
É aguardada a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). A comitiva deve seguir pela rua paralela à Paulista e devem chegar na avenida na altura do Masp.
ALCKMIN E AÉCIO SÃO HOSTILIZADOS EM PASSAGEM NA AV. PAULISTA
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves (PSDB) foram hostilizados e aplaudidos em rápida passagem pela manifestação que ocorre nesta tarde na Av. Paulista contra o governo Dilma Rousseff. Os tucanos não fizeram discursos no ato e foram chamados de “oportunistas” e “ladrão”. Enquanto um grupo de protestantes aplaudia a comitiva, outro pedia “Fora Aécio! Fora Alckmin! “O próximo é você.”
Apesar da dificuldade de locomoção, o grupo, que contou ainda com senadores e deputados da oposição, seguiu em marcha rumo à manifestação após se reunir em um hotel na região. A comitiva comandada por Alckmin e Aécio seguiu até o carro de som do Movimento Brasil Livre, um dos organizadores do protesto, e, posteriormente, foram até a Alameda Casa Branca. Caminharam por mais algumas quadras, até a Alameda Itu, onde embarcaram em uma van. Foi justamente neste trajeto que foram os tucanos foram vistos pelos manifestantes.
Houve confusão quando o grupo passou, com manifestantes e vendedores ambulantes sendo derrubados. Por cerca de 20 minutos o grupo de políticos cumprimentou e tirou selfies com manifestantes. Houve discussão no cercado do MBL, se discursava ou não no carro de som. Optou – se por não haver discurso, apesar do convite feito por integrantes do MBL.
Sobre os gritos de manifestantes em referência a citações ao seu nome na Lava Jato, Aécio disse que “todas as citações têm que ser investigadas e elas estão desmontando porque são falsas”.
O governador disse que sua primeira participação “como cidadão” em manifestações de rua pró-impeachment não compromete a relação institucional com o governo federal. “Venho como cidadão porque acho que no momento grave cada um de nós deve dar sua contribuição, ajudar o País a superar o mais rápido possível essa crise”, afirmou ele.