4 plantas que podem piorar crises de alergia em casa

Nem todo verde faz bem: Saiba como identificar as espécies que podem se tornar gatilhos e prejudicar a sua saúde com a alergia respiratória

Crédito: Divulgação/Freepik

A busca por um refúgio verde dentro de casa tornou-se um dos pilares do autocuidado na vida urbana. Contudo, para quem sofre de alergia respiratória, esse fascínio botânico exige cautela. Plantas de interior não apenas embelezam, mas também são vistas como aliadas do bem-estar, exceto quando escondem um risco silencioso e persistente. Para uma parcela significativa da população que sofre de rinite, sinusite ou asma, certas espécies são, na verdade, potenciais gatilhos, agravando as crises.

Por que as plantas podem ser vilãs da saúde

alergia
Divulgação/Freepik

A presença de plantas em ambientes internos, especialmente aqueles com pouca ventilação, exige atenção redobrada de quem já possui sensibilidade. A médica otorrinolaringologista Dra. Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista, explica que o problema vai além do pólen. “O encanto das plantas é inegável, mas nem todas são inofensivas”, alerta a especialista.

O potencial alérgico de uma espécie reside em diversos fatores:

  • Acúmulo de Poeira: Algumas folhas, especialmente as felpudas ou muito densas, funcionam como verdadeiros ímãs para a poeira e ácaros.
  • Liberação de Substâncias Irritantes: Certas plantas liberam partículas ou seiva que, quando inaladas, podem ser irritantes para as vias respiratórias.
  • Foco de Fungos e Mofo: A umidade retida nos vasos e substratos cria o ambiente ideal para a proliferação de fungos, um dos principais e mais potentes gatilhos para quadros de alergia respiratória.

As 4 espécies populares que exigem cuidado

Divulgação/Freepik

Entre as espécies mais comuns nos lares brasileiros, quatro, em particular, merecem um olhar mais crítico de pessoas alérgicas. É fundamental reconhecer que a intenção de ter um ambiente mais fresco e natural pode, involuntariamente, estar sabotando a saúde de quem é sensível.

As plantas citadas pela Dra. Cristiane Passos Dias Levy como potenciais agravantes de alergia respiratória são:

  • Lírio da Paz
  • Samambaia
  • Ficus (Ficus benjamina)
  • Orquídeas

Estratégias essenciais para controlar a crise

Divulgação/Freepik

Com a chegada da primavera, a atenção deve ser máxima. Naturalmente, o ar fica mais saturado de pólen, o que acentua os sintomas da alergia respiratória, mesmo dentro de casa. Contudo, é possível tomar medidas simples e eficazes para minimizar os riscos e manter um ambiente saudável.

Medidas de Prevenção Recomendadas:

  1. Monitoramento do Pólen: Acompanhe as contagens de pólen por meio de aplicativos e sites e evite atividades ao ar livre em dias de alta polinização.
  2. Ventilação Adequada: Mantenha janelas abertas em horários estratégicos para garantir a circulação de ar.
  3. Controle da Umidade: Evite o acúmulo excessivo de vasos em locais úmidos, como cozinhas e banheiros, onde o risco de mofo é maior.
  4. Limpeza Constante: Limpe regularmente as folhas das plantas com um pano úmido para remover a poeira e os ácaros acumulados.

Plantas aliadas: As escolhas seguras para alérgicos

A boa notícia é que não é preciso abrir mão do verde por completo. Algumas espécies são consideradas “amigas do ar puro” e contribuem ativamente para a qualidade do ambiente, sendo seguras para quem sofre de alergia respiratória.

“Essas espécies contribuem para a umidificação natural do ambiente sem liberar substâncias irritantes. O importante é buscar equilíbrio: dá para ter uma casa verde e, ao mesmo tempo, cuidar da saúde”, afirma a Dra. Cristiane.

Entre as opções mais seguras estão:

  • Aloe Vera (Babosa)
  • Palmeira de Areca (Dypsis lutescens)
  • Espada-de-São-Jorge (Sansevieria trifasciata)

Até mesmo as plantas artificiais, embora não liberem pólen, exigem rotinas de limpeza para não se tornarem acumuladoras de poeira e, consequentemente, gatilhos de alergia respiratória.

Em última análise, a orientação principal para quem tem rinite, sinusite ou asma é a observação. “Se os sintomas aparecem em determinados cômodos ou perto de certas plantas, vale investigar. Às vezes, o que parece um simples espirro é o corpo avisando que o ambiente precisa de ajustes”, conclui a especialista.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 27/10/2025
  • Fonte: Fever