Santo André anuncia plano de drenagem para combate às enchente; 7 microrreservatórios serão na Vila Pires

Obra histórica integra maior plano de drenagem da cidade e deve beneficiar regiões críticas como Vila Pires e Vila América

Crédito: Suzana Rezende

A Prefeitura de Santo André anunciou um plano de drenagem urbana para mitigar os efeitos das enchentes que historicamente afetam a cidade. Um dos destaques é a construção de sete microrreservatórios subterrâneos na Vila Pires, região duramente castigada por alagamentos.

As obras fazem parte do programa Sanear Santo André, considerado o maior pacote de intervenções de drenagem da história do município.

Microrreservatórios na Vila Pires devem armazenar até 4,7 milhões de litros

Os microrreservatórios serão instalados nas ruas: Tucuruí, Icaraí, Cajuru, Santa Joana, Alida, Caiapós e Arminda, todas localizadas na bacia do Córrego Guarará. Juntos, esses reservatórios terão capacidade para reter mais de 4,7 milhões de litros de água da chuva, aliviando o sistema de escoamento durante temporais.

“Esse é o tipo de obra que as pessoas que estão nessa rua não se incomodam, porque são pessoas que sofrem com as chuvas. O pessoal traz bolo, café, são obras esperadas”, destacou o secretário de Infraestrutura”, Explicou o prefeito de Santo André Gilvan Junior (PSDB)

As estruturas serão subterrâneas, com profundidade entre 2,2 e 3,5 metros, e permitirão a retenção temporária da água antes que seja direcionada ao córrego. A previsão é de que as obras do plano de drenagem sejam concluídas em até 12 meses.

Estação Elevatória da Vila América será modernizada com nova tecnologia

Outra intervenção de destaque do plano de drenagem será a modernização da Estação Elevatória de Águas Pluviais da Vila América, que passará a operar com bombas mais modernas, elevando a vazão de 492 para 2.000 litros por segundo.

Com isso, o tempo necessário para escoar a água da chuva cairá de 6 horas para apenas 2 horas, aumentando significativamente a resiliência urbana.

Avenida Santos Dumont terá alteamento para evitar alagamentos

Para proteger o tráfego na região, a Avenida Santos Dumont será elevada, evitando que a água da chuva invada as pistas. A obra é considerada essencial para impedir o isolamento de veículos e prejuízos econômicos em dias de chuva intensa.

“Vai aumentar cerca de 40 cm. É para, realmente, fazer esse plano de drenagem funcionar, a água da chuva não pode entrar na Avenida Santos Dumont”, ressaltou o prefeito.

Inteligência Artificial entra na luta contra as enchentes

O plano de drenagem de Santo André também contempla o uso de tecnologia de ponta, como sistemas baseados em inteligência artificial (IA).

“Ela consegue fazer cálculos matemáticos de todos os nossos equipamentos, todas as questões meteorológicas, e fazer a previsão de possível alagamento. Vai avisar: tem 80% de chance de alagamento em tal região, 100% em outra”, explicou.

A IA será capaz de prever, com alta precisão, as regiões com risco de alagamento, permitindo que equipes da Defesa Civil atuem preventivamente. A cidade também contará com bueiros inteligentes, sensores ultrassônicos, estações meteorológicas e um data center hiperconvergente.

O sistema está em funcionamento e sendo alimentado com dados históricos para melhorar sua precisão:

“A inteligência artificial já está aplicada. Agora estamos treinando ela, colocando todos os dados das estações meteorológicas e das chuvas para que gere o efeito que a gente quer”, comentou Gilvan.

Investimento ultrapassa R$ 240 milhões e contempla novas frentes de obras

Ao todo, o investimento em drenagem já ultrapassa R$ 241,7 milhões. Além das obras em andamento, está prevista a atualização do Plano Diretor de Manejo de Águas Pluviais, com recursos aprovados pelo FEHIDRO.

O novo plano deve guiar futuras intervenções e garantir uma cidade mais adaptada às mudanças climáticas.

Obras simultâneas para acelerar entregas

A prefeitura garantiu que as obras dos microrreservatórios ocorrerão de forma concomitante, com frentes de trabalho divididas para reduzir o tempo total de execução.

“O ataque de obra é concomitante, para diminuir o período de obra. Primeiro por custo, segundo para alcançar o período das chuvas”, explicou o prefeito.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 22/05/2025
  • Fonte: Fever