Planet Hemp se despede com show no Allianz Parque
Banda Planet Hemp transforma última passagem pela capital em noite de nostalgia, fumaça e convidados especiais
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 16/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O Planet Hemp levou uma multidão ao Allianz Parque neste sábado (15) para uma apresentação marcada por clima de despedida e forte carga emocional. A turnê “A Última Ponta” celebra o fim das atividades do grupo formado no Rio de Janeiro em 1993 e reconhecido pelas letras em defesa da legalização da maconha e contra o racismo e a violência policial.
Com shows pelo país desde setembro, a banda Planet Hemp prepara agora o encerramento oficial da turnê, marcado para 13 de dezembro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.
BaianaSystem aquece o público
A noite começou com a apresentação do BaianaSystem, que retornou recentemente de Las Vegas após vencer um Grammy Latino.
O grupo trouxe a mistura de ritmos urbanos de Salvador e empolgou a plateia com performances marcadas por dançarinos fantasiados em faixas como “Saci”, “Cabeça de Papel” e “Duas Cidades”.
Marcelo D2 e BNegão chegaram a subir ao palco para uma participação surpresa antes do show principal.
Memórias, política e impacto visual

Antes da entrada da Planet Hemp, os telões exibiram uma retrospectiva de momentos de repressão à cannabis, movimentos de contracultura e episódios de violência no Rio de Janeiro, que se conectavam à própria trajetória do grupo. A narrativa audiovisual tomou forma de um grande livro projetado no palco e dedicado a Skunk, integrante morto em 1994.
Os capítulos apresentados lembraram também a prisão dos músicos em 1997, em Brasília, quando foram acusados de apologia às drogas durante um show.
Clássicos, fumaça e convidados no palco
O Planet Hemp abriu a apresentação com a frenética “Dig Dig Dig (Hempa)” e embalou o público com sucessos como “Queimando Tudo”, “Legalize Já”, “Stab” e “Zerovinteum”. Músicas mais recentes, como “Jardineiro” e “Distopia”, também entraram no setlist.
A tradicional névoa característica dos shows do grupo apareceu no palco com efeitos de gelo seco — e, na plateia, foi reforçada pelos sinalizadores e pelos próprios baseados do público, que transformaram o gramado em um grande caldeirão de fumaça.
A apresentação prestou homenagem a artistas que influenciaram a banda, como Marcelo Yuka, Chico Science e Fábio Kalunga, e contou com participações de Emicida, Pitty, Seu Jorge, João Gordo e DJ Zegon. O público vibrou com a aparição de Black Alien, ex-integrante, que retornou ao palco para cantar antigas faixas marcadas por suas rimas.
Com Pitty, o grupo apresentou “Admirável Chip Novo” e “Teto de Vidro”; já com Seu Jorge, que integrou a banda por cerca de um ano, veio a performance de “Quem tem Seda?”, acompanhada de um solo de flauta doce.
Clima emocional e despedida
Apesar dos discursos contra fascismo e intolerância, o tom geral foi de celebração e nostalgia. Marcelo D2 demonstrou emoção ao longo do show, reforçando a importância da trajetória do Planet Hemp. O encerramento ficou por conta de “Mantenha o Respeito”, seguida de um bis que manteve a plateia vibrante até os últimos minutos.