Planejamento é essencial antes de levar um pet para casa
No fim de ano, a decisão de presentear com um pet exige planejamento e a avaliação da rotina, dos custos e do compromisso com o bem-estar animal
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 17/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Com a chegada do fim do ano, aumenta o número de pessoas interessadas em ter um pet. A decisão, no entanto, não deve ser tomada por impulso nem encarada como um presente. Assumir a guarda de um animal de estimação envolve um compromisso contínuo, que pode durar muitos anos e exige preparo, responsabilidade e planejamento prévio.
Antes de levar um pet para casa, especialistas recomendam avaliar a dinâmica familiar, o tempo disponível e as condições emocionais e estruturais dos tutores. A falta desse planejamento está entre os principais fatores associados a dificuldades de adaptação e, em casos mais extremos, ao abandono de animais.
Rotina da família deve ser compatível com as necessidades do pet

Um dos pontos mais negligenciados na decisão de ter um pet é o impacto na rotina diária. Animais que passam longos períodos sozinhos podem desenvolver estresse, ansiedade e comportamentos indesejados. Filhotes, por exemplo, demandam atenção constante, educação, socialização e acompanhamento veterinário mais frequente. Já um pet adulto também pode precisar de tempo adicional durante a fase de adaptação ao novo ambiente.
Independentemente da idade, todo pet necessita de cuidados diários, momentos de interação, brincadeiras e estímulos adequados. Esses fatores são fundamentais para a saúde física e emocional do animal e contribuem diretamente para a construção de vínculos equilibrados com os tutores.
De acordo com Priscila Rizelo, médica-veterinária e gerente de Comunicação e Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil, os benefícios da convivência entre humanos e animais são amplamente reconhecidos, mas dependem de escolhas conscientes. “Os benefícios da interação humano-animal são reais e comprovados, tanto para o pet quanto para quem convive com ele, mas fazer um planejamento prévio e buscar orientação profissional é essencial para que seja uma experiência positiva para todos”, afirma.
Custos e preparo financeiro devem ser considerados antes da decisão

Além da disponibilidade de tempo, o planejamento financeiro é considerado essencial antes de assumir a responsabilidade por um pet. As despesas vão além da alimentação e incluem consultas veterinárias periódicas, vacinação, medicamentos preventivos, produtos de higiene, brinquedos e acessórios.
Também é importante considerar gastos eventuais, como atendimentos emergenciais ou tratamentos decorrentes de doenças e do processo natural de envelhecimento. A organização prévia do orçamento ajuda a garantir qualidade de vida ao pet ao longo de todas as fases da vida e evita decisões precipitadas em situações inesperadas.
Outro aspecto relevante é a preparação do ambiente doméstico. Medidas como a instalação de telas de proteção, a definição de espaços adequados para descanso, alimentação, brincadeiras e necessidades fisiológicas contribuem para a segurança e o conforto do pet. Situações de ausência dos tutores, como viagens ou compromissos prolongados, também devem ser previstas, com a definição antecipada de cuidadores, hospedagens especializadas ou uma rede de apoio confiável.

Especialistas orientam ainda que a escolha do pet seja feita com base no perfil do animal e na realidade da família, e não apenas pela aparência. Porte, nível de atividade, comportamento, necessidades de manejo, cuidados com a pelagem e possíveis predisposições a doenças variam entre cães e gatos e devem ser considerados previamente. A orientação de um médico-veterinário pode ajudar a alinhar expectativas e reduzir riscos de problemas futuros.
O consenso entre profissionais da área é que o planejamento responsável é determinante para garantir o bem-estar do pet e uma convivência positiva para todos os envolvidos, reforçando a importância da guarda consciente e do compromisso de longo prazo.