Planalto confirma em nota saída de Luislinda da Secretaria de Direitos Humanos

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência divulgou nota oficial na segunda-feira, 19, confirmando a saída de Luislinda Valois do cargo de ministra dos Direitos Humanos

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“A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, entregou o cargo na tarde de hoje. Responderá interinamente pela pasta o chefe da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, que acumulará ambas as funções”, diz a Secom.

A exoneração e a nomeação do novo ministro serão publicadas nesta terça-feira, 20, no Diário Oficial da União.

O titular da SAJ já havia sido cotado para assumir outras pastas no governo e foi citado inclusive como uma possibilidade de cuidar do ministério extraordinário da Segurança, que Temer prometeu criar em breve.

Vale Rocha se tornou um homem de confiança do presidente, mas é figura controversa dentro do governo, sempre lembrado por ter advogado para o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Segundo fontes do Planalto, Temer avaliava trazer a secretaria de Direitos Humanos de volta para o Ministério da Justiça. No entanto, agora com a nomeação de Vale Rocha, Temer deve manter a pasta com status de ministério.

Em dezembro do ano passado, Luislinda Valois pediu desfiliação do PSDB para permanecer no cargo mesmo após o desembarque dos tucanos do governo. Alvo de polêmicas e criticada no Planalto por ter uma atuação “apagada”, Luislinda, no entanto, já estava praticamente descartada na equipe. Temer buscava apenas um substituto. 

A permanência de Luislinda no cargo foi questionada após o jornal O Estado de S.Paulo revelar que a ministra pediu para acumular seu salário de desembargadora aposentada com a remuneração da pasta alegando que o não recebimento dos dois valores configuraria “trabalho análogo à escravidão.” Com o cargo no Ministério, ela recebia R$ 33,7 mil.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 20/02/2018
  • Fonte: FERVER