PIX: Novas regras de segurança começam a valer nesta segunda

Sistema de devolução 2.0 rastreia transferências em múltiplas contas e amplia chances de reembolso para vítimas de golpes bancários

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

O PIX passa por uma atualização crítica em seus protocolos de segurança a partir desta segunda-feira (2), visando combater a criminalidade financeira. Bancos e instituições de pagamento são agora obrigados a operar sob a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução (MED), uma ferramenta desenhada para rastrear e bloquear valores desviados com muito mais eficácia.

A mudança principal ataca a estratégia mais comum dos estelionatários: a pulverização rápida do dinheiro. No modelo anterior, o sistema de devolução do PIX monitorava apenas a conta receptora inicial. Se o criminoso transferisse o montante para terceiros imediatamente, o rastro se perdia e a recuperação tornava-se inviável.

Rastreabilidade expandida em tempo real

Com a vigência das novas diretrizes, o cenário muda para a proteção do consumidor. O sistema agora possui capacidade de seguir o “caminho do dinheiro” através de múltiplas camadas de contas laranjas. Isso significa que, mesmo após sucessivas transferências para tentar ocultar a origem ilícita, os valores podem ser identificados e bloqueados.

O Banco Central (BC) projeta que essa alteração aumente significativamente o índice de sucesso na restituição de valores. O objetivo é tornar o ecossistema financeiro hostil para fraudadores, reduzindo a atratividade do crime ao elevar o risco de bloqueio dos ativos obtidos via PIX.

“Essa identificação vai ser compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação.” — Comunicado oficial do Banco Central.

Além de recuperar o dinheiro, o compartilhamento de dados entre as instituições financeiras servirá para marcar contas utilizadas nessas triangulações, impedindo que sejam usadas em novos golpes dentro da rede do PIX.

Como contestar fraudes no PIX pelo aplicativo

Para garantir que a tecnologia funcione a favor da vítima, a agilidade na denúncia é fundamental. Desde o dia 1º de outubro, as instituições financeiras disponibilizam uma funcionalidade de autoatendimento específica para contestações dentro de seus aplicativos.

Este canal elimina a necessidade inicial de interação humana ou filas de call center. Ao identificar uma transação suspeita feita via PIX, o usuário pode acionar o mecanismo de alerta imediatamente.

O BC reforça que o uso dessa ferramenta automatizada acelera o processo de análise do MED. Quanto mais rápido o alerta for emitido, maior a probabilidade de o sistema interceptar os recursos ainda nas contas dos fraudadores ou de seus intermediários, garantindo a integridade e a confiança nas operações com PIX.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 02/02/2026
  • Fonte: FERVER