Piscinão do Paço de S.Bernardo é obra de alta tecnologia
As paredes do reservatório têm profundidade média de 18 metros e 60 cm de largura; até agora já foram utilizadas cerca de 5 mil toneladas de concreto e 250 toneladas de aço
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/05/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Quem transita pelas avenidas que circundam o Paço Municipal de São Bernardo do Campo, como Pereira Barreto e Lucas Nogueira Garcez, obviamente imagina que está em curso uma grande obra no que antes era a Esplanada do Paço, sobretudo por causa dos tapumes que cercam a área, da entrada e saída de caminhões e da presença de grandes guindastes.
A movimentação é referente à construção de piscinão na região central da cidade, obra importante para o combate às enchentes, mas que as pessoas praticamente não veem, até porque, máquinas, caminhões e mais de 200 homens trabalham ali em uma construção que segue no sentido inverso da maioria. Ou seja, uma obra de proporções gigantescas, só que vai para baixo.
Com praticamente cinco meses de trabalho e a necessidade de se cavar profundo para fazer o piscinão, ainda mal se vê movimentação de terra. Isso porque, os métodos adotados permitem que as escavações para construção das paredes de contenção do reservatório – estão com 30% da estrutura construída – sejam feitas sem a necessidade de remoção de grandes volumes de terra.
Ainda assim, o secretário de Serviços Urbanos, Tarcísio Secoli, revela que já foram retirados mais de 2.800 caminhões de terra, dos 45 mil previstos até a conclusão do piscinão do Paço, que vai ocupar área equivalente a dois campos de futebol, terá profundidade de um prédio de sete andares (cerca de 21 metros) e capacidade para reter 220 milhões de litros de água da chuva. “Parece pouco, mas isso representa o nivelamento do terreno para as obras e a construção de boa parte das paredes do piscinão. Até o momento, o trabalho não prejudicou o trânsito ou o viário, e isso é um cuidado que temos com nossas obras”, declarou o secretário.
Construídas por meio de painéis (chamados tecnicamente lamelas) de cinco metros de comprimento, as paredes têm profundidade média de 18 metros e 60 cm de largura. Só a escavação para confecção dos painéis exige equipamentos e técnicas muito específicas, como o clamshell – uma escavadeira vertical, guiada por guindastes, que faz a escavação – e apoio de uma lama específica para ajudar na contenção do solo, que é recuperada durante a aplicação do concreto.
Os painéis são feitos de concreto armado, uma mistura de concreto com aço que, após executados, definem a estrutura do reservatório e permitem a continuidade dos serviços estruturais (construção de bases, pilares, vigas, laje de cobertura) e a escavação da terra em segurança, ou seja, sem o risco de desbarrancamentos. Outro bom exemplo da grandiosidade da obra que não está à vista dos moradores é a quantidade de materiais utilizados até o momento para a construção das paredes: cerca de 5 mil toneladas de concreto e 250 toneladas de aço. Só para os painéis serão usadas 15,5 mil toneladas de concreto e mais de 770 toneladas de aço.
Após essa etapa, serão construídos taludes internos com drenos, revestidos de tela de aço e concreto projetado. O reservatório terá laje de cobertura de concreto armado de 50 centímetros de espessura, que será suportada por vigas de concreto armado, além de vigas de travamento para os pilares.
O piscinão contará ainda com seis bombas submersíveis com capacidade de 800 litros por segundo cada uma, que, após o término da chuva, têm a função de esvaziar o piscinão, jogando a água armazenada na galeria de descarga em construção sob a Avenida Aldino Pinotti, até o Córrego dos Meninos. A casa de bombas será construída no fundo do reservatório e contará com grades de retenção de lixo e também em ponto da laje de cobertura, para acesso às bombas.
Uma das medidas adotadas no campo de obras do piscinão é a instalação de um posto para lavagem dos pneus de todos os caminhões que operam na construção antes que voltem às ruas. A medida visa diminuir os transtornos com poeira e a sujeira nas ruas, típicos em uma obra de grande porte como essa.
DRENAR – É o maior projeto de combate às enchentes já feito em São Bernardo do Campo. Lançado em 2012, o Programa Drenar terá investimentos de cerca de R$ 600 milhões em obras de drenagem e canalização de córregos, como do Saracantan, Silvina, Ipiranga, Capuava, Ribeirão dos Meninos e Pindorama, além de reforma e ampliação do sistema de micro e macrodrenagem da Vila Vivaldi. Os recursos foram obtidos junto ao Governo Federal, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na região central da cidade, além do piscinão no Paço municipal, estão em curso obras de galerias sob a Avenida Aldino Pinotti e Rua Jurubatuba.
Por conta das intervenções, a Prefeitura disponibilizou um canal de comunicação para a população. Possíveis dúvidas podem ser esclarecidas pelo Disk-Drenar: 4341-8613 ou pelo e-mail drenar@saobernardo.sp.gov.br.