Pintor de Diadema participa de Bienal Naïfs

Realizado pela rede Sesc o evento está em sua 14ª edição e a abertura acontecerá na próxima sexta-feira, 17/8, às 20h, na unidade do Sesc Piracicaba (SP)

Crédito: Mauro Pedroso

“Meu nome artístico é Jofersant, resultado da junção das primeiras sílabas do nome de batismo que é João Ferreira dos Santos”. É assim que começa a conversa com Jofersant, artista plástico, morador de Diadema há mais de quatro décadas e que teve um dos seus quadros, “Helianto e Selene”, selecionado para a Bienal Naïfs do Brasil 2018.

A Arte Naïf surge do desejo espontâneo de pintar, sem que haja a necessidade de técnicas elaboradas para executar o trabalho. O termo Naïfs surgiu no Sséculo no XIX para identificar a obra de Henri Rousseau, pintor autodidata, admirado pelos artistas vanguardistas da época.

Artistas de todo Brasil – Este ano participam da Bienal Naïfs do Brasil 583 artistas de 24 estados brasileiros. O número de trabalhos inscritos chegou a 1.164 e as obras selecionadas, nos mais variados suportes e técnicas, foram de 155 pinturas. O quadro (óleo sobre tela) de Jofersant ficou entre os 100.

O artista de Diadema explica o que quer dizer o nome do seu quadro. “Helianto e Selene é um título em grego, que traduzido para o português refere-se ao sol e lua”. Sobre ter uma obra autoral na Bienal de Piracicaba ele afirma: “Para mim é uma satisfação participar da maior bienal de arte popular da América Latina. Além de ver uma das minhas obras em exposição, é bom compartilhar as pinturas que faço com o público. Outra coisa boa é levar o nome de Diadema para outros lugares”, revela o pintor.

Está é a terceira vez que o artista participa da Bienal do Sesc. A primeira foi em 2014, quando ele se inscreveu, mas não foi selecionado. A segunda vez, em 2016, ganhou duplamente. Com a pintura “Jardim do Éden II” integrou a lista dos escolhidos, e com o quadro “Os Irracionais na Graça do Grandioso Zôo de São Paulo”, levou Menção Especial.

Pintor autodidata – Como uma produção somando mais de 40 obras, na sua maioria paisagens,  Jofersant está envolvido com o mundo das artes plásticas desde a idade de 12 anos. “Eu sempre gostei da pintura. Me lembro, ainda criança, lá em Ibotirama, na Bahia, pintando as paredes da casa do meu avô . Minha mãe também tinha boa mão para o desenho e acho que tudo isso me ajudou a ser o artista autodidata que sou hoje”, explica.

Com 78 anos, Jofersant continua ativo e sua pintura também tem a preocupação com o meio ambiente. É de sua autoria a obra “O Velho Chico Enfermo” em que chama atenção para o processo de degradação que o extenso rio vem sofrendo nos últimos tempos. “O São Francisco passa pela cidade em que nasci. Eu fiz essa pintura para  homenagear Ibotirama e também para chamar atenção sobre o problema ambiental que o rio  vive”, explica.  O quadro retrata a entrada da cidade, com o Velho Chico ao fundo. É também desejo do artista doar a obra à sua terra natal.

O artista também expõe seus quadros na Feira de Arte & Sarau Cidadão, organizada pelo Museu de Arte Popular de Diadema, uma vez por mês, numa área ao lado do museu. Outra forma de ver de perto o trabalho de Jofersant é visitar a exposição de Artes Visuais que está acontecendo no Espaço Cândido Portinari, no Centro Cultural Diadema. O  evento fica até dia 31 de agosto e integra a Mostra de Artes de Diadema, organizada pela Secretaria Municipal de Cultura. A exposição fica aberta de terça-feira a sábado, das 9h às 18h, com entrada gratuita.

Mesmo com a experiência de mais de 20 anos com a  pintura, Jofersant não para de estudar. Ele frequenta as oficinas de artes plásticas organizadas pela Prefeitura e que acontecem nos centros culturais de Diadema. “É muito bom participar das oficinas. Além de encontrar e fazer contato com novas pessoas, sempre se aprende uma técnica diferente”, ressalta o pintor que ainda esta semana viaja para Piracicaba para participar da abertura da 14ª Bienal  Naïfs .

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 15/08/2018
  • Fonte: FERVER