Pinterest demitirá funcionários para focar em IA

O Pinterest anunciou um corte de 15% em sua força de trabalho e o fechamento de escritórios para priorizar investimentos em inteligência artificial.

Crédito: Unsplash

A rede social Pinterest iniciou um processo de reestruturação profunda que impactará cerca de 780 colaboradores em todo o mundo. Essa movimentação, revelada na última terça-feira, reflete a estratégia da companhia de realocar capital e energia no desenvolvimento de novas tecnologias de automação. Com um quadro de 5.205 funcionários registrado até setembro de 2024, a redução de 15% sinaliza uma mudança de rota para enfrentar a concorrência.

Estratégia do Pinterest envolve fechamento de escritórios

Além das demissões, a gestão do Pinterest planeja desativar unidades físicas menores para otimizar a operação global. Os custos estimados para essa transição variam entre US$ 35 milhões e US$ 45 milhões, abrangendo encargos trabalhistas e rescisões contratuais. A expectativa da diretoria é que todo o processo de ajuste estrutural seja finalizado até o encerramento do terceiro trimestre deste ano.

O cenário de cortes não é exclusivo do Pinterest, acompanhando uma tendência agressiva das Big Techs. Recentemente, a Amazon também confirmou desligamentos massivos que podem atingir 16 mil pessoas, somando-se aos 14 mil dispensados no final do ano anterior. O mercado de tecnologia atravessa um período de correção, onde a eficiência operacional tornou-se a métrica de ouro para os investidores.

Lançamentos em IA e a recepção do mercado

Recentemente, o Pinterest apresentou soluções robustas para tentar manter sua relevância no ecossistema digital. Entre as novidades estão o Pinterest Assistant, focado em recomendações de compras personalizadas, e o Performance+, um conjunto de ferramentas para automação de anúncios. O objetivo é aumentar a conversão de vendas e facilitar o trabalho dos anunciantes dentro da plataforma.

Apesar dos lançamentos, as ações do Pinterest sofreram uma desvalorização próxima de 10% após a última conferência estratégica. Analistas apontam que a apresentação sobre inteligência artificial não foi suficiente para acalmar Wall Street. A pressão exercida por rivais como TikTok, Facebook e Instagram exige que a empresa mostre resultados financeiros mais sólidos.

Muitas companhias precisam demonstrar aos investidores que os gastos elevados com IA são justificáveis e ao mesmo tempo sinalizar cortes em outras áreas para financiar esses investimentos. — Danni Hewson, chefe de análise financeira da AJ Bell.

O desafio da monetização via inteligência artificial

Para especialistas do setor, o movimento do Pinterest pode ser interpretado como uma manobra de sobrevivência. Jeremy Goldman, analista da Emarketer, sugere que as demissões parecem mais defensivas do que puramente estratégicas no momento. Sem um crescimento de receita imediato vindo da IA, o corte de custos acaba sendo a principal ferramenta de gestão.

A inteligência artificial tem sido o centro das discussões globais, inclusive no último Fórum Econômico Mundial. Executivos admitem que a tecnologia serve, em muitos casos, como catalisador para reestruturações que já estavam nos planos. O Pinterest agora corre contra o tempo para provar que a redução de sua força de trabalho resultará em um produto final mais competitivo e rentável.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 29/01/2026
  • Fonte: Sorria!,