Pinacoteca de São Paulo realiza visita guiada à exposição ‘Marga Ledora: A linha da casa’, com a artista
A visita será no próximo sábado, dia 28 de junho, às 11h e às 14h, no edifício Pinacoteca Estação
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 24/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
No dia 28 de junho, a exposição ‘Marga Ledora: A linha da casa’, atualmente em cartaz na Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, recebe duas visitas guiadas com a artista, uma às 11h e outra às 14h.
Com curadoria de Ana Paula Lopes, a exposição panorâmica reúne mais de 120 obras da artista, feitas entre 1987 e 2023. A linha da casa apresenta a poética visual singular de Ledora, exibindo um expressivo conjunto de trabalhos como a série Quadrus Negrus (década de 80) e Casa Preta (entre os anos 2017 a 2021).
Com uma trajetória artística que transita entre o figurativo e o abstrato, Marga Ledora (São Paulo, 1959) é uma artista paulistana contemporânea da Geração 80, movimento artístico de renovação das artes marcado pelo uso de novas linguagens que passavam pelo pop, expressionismo e o grafismo. Ao longo da carreira, Ledora fez do desenho seu meio expressivo e experimental, com destaque para o uso de materiais como régua, esquadro, grafite e giz pastel.
“Em sua linguagem, Marga Ledora encontrou um espaço propício para a composição e a experimentação. Em seus trabalhos, as linhas, que a princípio parecem tão distintas, unem-se para romper com a vontade construtiva e compor um novo campo de ação. Isso as leva a refletir uma polissemia de angulações e vestígios, ao mesmo tempo em que destacar o caráter mínimo”, conta a curadora Ana Paula Lopes.
Sobre a exposição
No 2º andar do edifício Pinacoteca Estação, a visita começa pela série Quadrus Negrus (1986), com mais de 20 trabalhos fundamentais de Ledora. Obras como Casa em amarelu (1986) marcam o início do trabalho de experimentação de linhas e cores, base para toda a sua produção artística. Nas obras, o giz pastel seco faz o traçado de triângulos, retângulos e fendas em linhas secas sobre o papel Carmen preto, item raro à época de produção da série. “Trata-se de uma apresentação gráfica, na qual a artista subverte a representação do real para nos fazer ‘ver o visível’ e o invisível”, conta Ana Paula.
Ao caminhar pela exposição, o público encontra diferentes núcleos que parecem irradiar da parede de Quadrus Negrus, norteadora da exposição. Podem ser vistos conjuntos de trabalhos mais orgânicos, com obras como Casa em Amarelu (1989) e Objeto colorido II (2020), e mais geométrico, com as obras Ao lado do Céu (Paisagem Mínima) (2021). Paisagens, arranjos, casas e jardins são motivos recorrentes na produção da artista, mas a delicadeza dos detalhes, das cores e composições leva a atenção do espectador para muito além da representação.
Espelhando a série inicial de Ledora, está uma parte da exposição que se dedica também aos seus processos artísticos, que dão indícios de sua sensibilidade com o desenho. Ali, processo, cor e linha se misturam.
A exposição Marga Ledora: A linha da casa tem patrocínio da Goldman Sachs, na categoria Prata.
Sobre a artista
Marga Ledora (São Paulo, 1959). Vive e trabalha em Campinas (SP), com formação em Linguística pelo IEL/Unicamp. Tendo trafegado pela pintura, gravura em metal e fotografia, é no desenho que Ledora expandiu, nas duas últimas décadas, uma poética singular, situando-se entre os artistas que renovam as possibilidades abertas pelos movimentos concreto e neoconcreto brasileiro. A artista instaura, nessa tradição, uma geometria instável e fugidia, investindo rigor não na pureza da forma ou da cor, à maneira concreta, mas na investigação e escolha dos materiais e seus efeitos na composição cromática, característica de toda sua obra. Suas formas, que pairam entre espaços e silêncios, beirando a figuração em imagens de construções arquitetônicas, flores e folhagens, ora se expandem, ora se contém, suspensas por traços irregulares e tons outonais obtidos em giz pastel e grafite (materiais de sua predileção) — sem abrir mão de cores vibrantes, que irrompem em formas ocasionais. Imersa no contemporâneo, sua obra nos oferece uma dialética da introspecção e meditação, em meio à turbulência expansiva e caótica de imagens e significados, que domina o mundo atual. Marga Ledora é hoje representada pela Janaina Torres Galeria.
Mais sobre Marga Ledora no Viewing Room Quadrus Negrus: Link
Sobre a Pinacoteca do Estado de São Paulo
A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.
Serviço:
Visita Guiada à exposição Marga Ledora: a linha da cada, com a artista
Dia 28 de junho, sábado, às 11h e 14h
Grátis
Pinacoteca de São Paulo
De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)
Gratuitos aos sábados – R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso
Quintas-feiras com horário estendido na Pina Luz, das 10h às 20h (gratuito a partir das 18h) 2º Domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3