PGR dificultou investigações sobre ações antidemocráticas

Subprocuradores-gerais pediram, em ofício, que PGR tome medidas "necessárias à proteção do regime democrático"

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O gabinete do procurador-geral da República, Augusto Aras, extinguiu, em novembro do ano passado, grupos de investigação do Ministério Público Federal sobre a ação de extremistas políticos. A PGR também devolveu a procuradores nos Estados pedidos de informações ao Exército e à Polícia de Brasília sobre acampamentos em quartéis. Em outro movimento, Aras acionou a corregedoria contra procuradores que buscavam no Supremo Tribunal Federal (STF) informações para alimentar esses inquéritos.

Aras é criticado por colegas da PGR, e por procuradores de outras instâncias, por demonstrar alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que o nomeou. Procuradores e integrantes da PGR relataram que Aras tem demorado a agir, especificamente no caso dos atos de extremistas, por considerar que pode esbarrar em direitos como a liberdade de expressão dos manifestantes.

Após os atos de vandalismo em Brasília no domingo, 8, subprocuradores-gerais pediram, em ofício, que PGR tome medidas “necessárias à proteção do regime democrático”. No documento, Aras é pressionado para buscar a responsabilização criminal do governador afastado Ibaneis Rocha (MDB). O ofício é assinado por dez subprocuradores-gerais da República.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 10/01/2023
  • Fonte: Multiplan MorumbiShopping