PF prende quadrilha que cobrava para ‘aprovar’ candidatos na OAB

De acordo com a Polícia Federal, o grupo promovia fraudes bancárias eletrônicas, além de roubo e revenda dos dados de cartões de crédito

Crédito: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) em São Paulo deflagrou na manhã desta terça-feira, 4, a Operação Singular, para desarticular uma organização que praticava crimes cibernéticos.

Os federais descobriram que um dos líderes do grupo invadiu o sistema de uma empresa responsável pela realização de concursos e cobrou valores em criptomoedas para “aprovar” candidatos que alcançassem a segunda fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A investigação foi realizada na deep web, parte da internet não indexada em mecanismos de busca, e identificou que o grupo contava com sete líderes. De acordo com a PF, o grupo promovia fraudes bancárias eletrônicas, roubando e revendendo dados de cartões de crédito.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva, nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Ceará. Um dos investigados permanece foragido.

O principal crime cometido é a fraude bancária eletrônica, com o roubo de dados de cartões de crédito e sua posterior revenda. Foi identificado que um dos hackers da quadrilha invadiu o sistema informático de uma grande empresa responsável pela elaboração de concursos e cobrava valores em criptomoedas para aprovar candidatos que conseguissem chegar à segunda fase do certame.

O crime de formação de organização criminosa prevê pena de 3 a 8 anos de reclusão. Já o furto de cartões de crédito prevê de 2 a 8 anos de prisão. Por fim, o crime de invasão de dispositivo informático, pena de 1 a 4 anos.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 04/06/2019
  • Fonte: Fever