PF indicia o vereador Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem por esquema de espionagem no caso da Abin paralela
O inquérito da Polícia Federal concluiu a participação de Bolsonaro e aliados no uso da agência para rastrear adversários do ex-presidente para fins políticos
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 18/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Polícia Federal indiciou nesta tarde (17), mais de 30 pessoas, entre eles o vereador Carlos Bolsonaro (PL), Alexandre Ramagem (PL), além do atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, por participação em um esquema que utilizava a Abin para benefícios políticos e pessoais, durante o governo do ex-presidente.
Em inquérito aberto em março de 2023, a Polícia Federal (PF), deu início as investigações sobre o funcionamento de uma organização criminosa montada para monitorar indevidamente autoridades públicas e produzir notícias falsas, além de investigar jornalistas e até membro da própria gestão, com a utilização ilegal de todo o aparato estrutural da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
De acordo com a investigação com mais de 800 páginas da PF, o esquema possuía 36 pessoas, entre agentes de polícia, servidores e funcionários da Abin, que compunha parte de um grupo de invasão ilegal a celulares e computadores, por meio de softwares de monitoramento sem autorização judicial, para acompanhar a rotina e passos de adversários políticos e opositores bolsonaristas.
No relatório da PF, também foi apurado a existência dos principais nomes vistos como “alvos” no esquema de monitoramento clandestino da Abin, tendo autoridades como o ministro Alexandre de Moraes do STF, o ex-presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira (Progressistas), além de senadores que compunham a CPI da Covid, concluída em 2021.
Durante as investigações, a PF identificou uma ligação entre o esquema da “Abin Paralela” com o chamado “Gabinete do Ódio”, grupo conhecido por atuar na gestão do ex-presidente, visando espalhar notícias falsas e atuar na disseminação de ataques aos desafetos de Jair Bolsonaro (PL), nas redes sociais.
Entre os casos de indiciamento de Bolsonaro, se somadas a “apropriação indevida das joias saudistas”, “falsificação nos cartões de vacina” (arquivada), agora com a existência de uma “Abin paralela”, subiriam para quatro. Entretanto, de acordo com a PF, ainda que houvesse materialidade e indícios de autoria, o ex-presidente acabou não entrando na lista por entender que seria redundante tê-lo feito, visto que ele já havia sido indiciado, tornando-se depois sendo réu por organização criminosa, na ação penal, já em fase final de julgamento —, acerca da “tentativa de golpe de Estado”, em 2022.
Logo após o indiciamento, o vereador e filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, ironizou o ocorrido em suas redes sociais, alegando que as investigações da Polícia Federal, não passam de motivação política:
— Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo? Justificativa? Creio que os senhores já sabem: eleições em 2026? Acho que não! É só coincidência”, afirmou em tom de deboche, o filho “02” do ex-presidente em sua rede social X.
Agora, o STF irá encaminhar a conclusão do inquérito para a Procuradoria Geral da República (PGR), que poderá ou não propor novas acusações. Assim, caberá a PGR decidir se irá apresentar uma denúncia formal a justiça ou optar pelo arquivamento do caso.
A Polícia Federal indiciou nesta tarde (17), mais de 30 pessoas, entre eles, Jair Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL), Alexandre Ramagem (PL), além do atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, por participação em um esquema que utilizava a Abin para benefícios políticos e pessoais, durante o governo do ex-presidente.
Em inquérito aberto em março de 2023, a Polícia Federal (PF), deu início as investigações sobre o funcionamento de uma organização criminosa montada para monitorar indevidamente autoridades públicas e produzir notícias falsas, além de investigar jornalistas e até membro da própria gestão, com a utilização ilegal de todo o aparato estrutural da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
De acordo com a investigação com mais de 800 páginas da PF, o esquema possuía 36 pessoas, entre agentes de polícia, servidores e funcionários da Abin, que compunha parte de um grupo de invasão ilegal a celulares e computadores, por meio de softwares de monitoramento sem autorização judicial, para acompanhar a rotina e passos de adversários políticos e opositores bolsonaristas.
No relatório da PF, também foi apurado a existência dos principais nomes vistos como “alvos” no esquema de monitoramento clandestino da Abin, tendo autoridades como o ministro Alexandre de Moraes do STF, o ex-presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira (Progressistas), além de senadores que compunham a CPI da Covid, concluída em 2021.
Durante as investigações, a PF identificou uma ligação entre o esquema da “Abin Paralela” com o chamado “Gabinete do Ódio”, grupo conhecido por atuar na gestão do ex-presidente, visando espalhar notícias falsas e atuar na disseminação de ataques aos desafetos de Jair Bolsonaro, nas redes sociais.
Quando somadas os casos de “apropriação indevida das joias saudistas”, “falsificação nos cartões de vacina” (arquivada), e agora a existência de uma “Abin paralela”, já sobem para três o número de indiciamentos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, sem falar do episódio convertido em ação penal, já em fase final de julgamento —, acerca da “tentativa de golpe de Estado”, em 2022.
Após o indiciamento, o vereador e filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, em ironizou em suas redes sociais, alegando motivação política as investigações da Polícia Federal:
— Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo? Justificativa? Creio que os senhores já sabem: eleições em 2026? Acho que não! É só coincidência”, afirmou em tom de deboche, o filho “02” do ex-presidente em sua rede social X.
Agora, o STF irá encaminhar a conclusão do inquérito para a Procuradoria Geral da República (PGR), que poderá ou não propor novas acusações. Assim, ficará a cargo da própria PGR decidir se irá apresentar uma denúncia formal a justiça, ou optar pelo arquivamento do caso.