PF faz operação contra fraudes de R$ 12 milhões na Previdência
Operação Trânsito faz referência ao início das investigações, ocasião em que foram apuradas irregularidades em perícias médicas na modalidade trânsito
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 01/07/2015
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A Força-Tarefa Previdenciária, composta pela Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 1, a Operação Trânsito, para desmantelar organização que fraudava a Previdência Social com auxílio de servidores públicos, advogados e profissionais da área da saúde.
São cumpridos 44 mandados de busca e apreensão na capital e Grande São Paulo. Participam da ação 175 policiais federais e 6 servidores da Previdência Social.
A organização é suspeita de fraudar pelo menos 600 benefícios previdenciários e assistenciais, provocando um prejuízo de cerca de R$ 12 milhões. Com a operação, estima-se que outros R$ 21 milhões deixaram de ser desviados da Previdência Social.
Os mandados foram cumpridos em residências, escritórios e Agências da Previdência Social nas cidades de Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Mongaguá, Osasco, Santana de Parnaíba e São Paulo.
A pedido da PF, foram afastados de suas atividades 9 servidores da Previdência Social, sendo 7 peritos e 2 técnicos do seguro social.
Segundo a PF, o inquérito policial indica que as fraudes eram realizadas por uma organização criminosa composta de intermediários, advogados, servidores públicos, peritos, ex-servidores públicos, médicos-assistentes, um técnico em gesso um técnico em Raio-X e falsários.
De acordo com nota divulgada pela Polícia Federal, a modalidade trânsito de perícia foi idealizada para que segurados que estivessem em tratamento fora de seu domicílio pudessem realizar perícias em outras Agencias da Previdência Social e garantir a manutenção de seus benefícios, porém, os investigados se utilizavam desta possibilidade para burlar o agendamento eletrônico e direcionar as perícias ao médico-perito integrante da quadrilha.
Outras fraudes também foram identificadas, como o engessamento de membros sem necessidade e apresentação de laudos médicos falsos para a obtenção de auxílio-doença; amparo social ao portador de deficiência e aposentadoria por deficiência; além da solicitação fraudulenta de requerimentos de benefícios de assistência social.
Os investigados deverão ser indiciados por corrupção ativa e passiva, estelionato previdenciário, falsificação previdenciária falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa.