PF faz buscas no gabinete de deputado irmão de Geddel
A Polícia Federal faz buscas na Câmara nesta segunda-feira, 16. O alvo é o gabinete do deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima. PF deixa Câmara as 11h
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 15/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A ação ocorre por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido é da Procuradoria-Geral da República, que investiga a ligação do parlamentar com os R$ 51 milhões – R$ 42.643.500,00 e US$ 2.688.000,00 – encontrados, no início de setembro, em um apartamento em Salvador na Operação Tesouro Perdido, desdobramento da Cui Bono?.
Geddel está preso na Papuda. Em 13 de setembro, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília, decidiu remeter ao Supremo a investigação sobre o ‘tesouro perdido’ de R$ 51 mi, atribuído ao ex-ministro. O magistrado alegou em sua decisão que ‘há sinais de provas que podem levar ao indiciamento’ do deputado Lúcio Vieira Lima. Conforme a Constituição, congressistas têm foro por prerrogativa de função e só podem ser alvo de inquéritos criminais que tramitem na Corte.
No depoimento prestado à PF, o dono do apartamento situado em Salvador onde foram encontrados os R$ 51 milhões, Silvio Antônio Cabral da Silveira, disse que foi Lúcio quem pediu o imóvel emprestado e que o fez em nome da amizade com o parlamentar, embora não conhecesse Geddel. Além disso, no local, foi encontrada uma fatura em nome de Marinalva Teixeira de Jesus, apontada como empregada doméstica do congressista.
PF DEIXA CÂMARA APÓS BUSCA E APREENSÃO NO GABINETE DE LÚCIO VIEIRA LIMA
Agentes da Polícia Federal deixaram por volta das 10h50 desta segunda-feira, 16, o prédio da Câmara dos Deputados, após mais de cinco horas de operação de busca e apreensão no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Os policiais federais deixaram o local levando uma maleta e um malote grande com o material apreendido. Os agentes, que chegaram por volta de 5h30, saíram da Câmara em dois carros descaracterizados.
A ação no gabinete do deputado, que é irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, foi determinada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido da PGR ocorre no âmbito da investigação que apura a ligação do parlamentar com os R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador. Geddel está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília.