PF desarticula quadrilha de tráfico internacional de mulheres
PF lança Operação Rufiã para desmantelar redes que exploram mulheres brasileiras na Europa e Ásia, com prisões e bloqueio de bens
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 12/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Na manhã desta quarta-feira, 10 de dezembro, a Polícia Federal (PF) lançou a Operação Rufiã, com o objetivo de desmantelar duas organizações criminosas dedicadas ao aliciamento e envio de mulheres brasileiras para exploração sexual na Europa e na Ásia.
Operação Rufiã da PF:

Como parte da operação, foram executados mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Goiás, além do bloqueio de bens que podem somar até R$ 58 milhões. A ação também resultou na emissão de mandados de prisão preventiva contra as principais líderes do esquema.
Uma das principais suspeitas foi detida em Goiás. Esta mulher é considerada uma figura central na manutenção de redes transnacionais que promovem a exploração sexual em diversos países, incluindo Sérvia, Jordânia, Israel, Áustria, Croácia, Emirados Árabes Unidos e Montenegro.
As investigações apontaram para um método sofisticado de recrutamento, utilizando redes sociais e aplicativos de mensagens. As vítimas eram atraídas por promessas de elevados salários e viagens pagas. Contudo, ao chegarem ao exterior, enfrentavam condições degradantes, jornadas excessivas, retenção de documentos pessoais e estavam sob constante vigilância por meio de tecnologias de geolocalização. Até o momento, cerca de 100 vítimas foram identificadas.
A Operação Rufiã se beneficia da colaboração internacional com a Europol e é realizada simultaneamente em várias regiões do Brasil e da Europa, visando à coleta de evidências e à responsabilização dos envolvidos nas atividades criminosas.
A investigada detida poderá enfrentar acusações graves, incluindo tráfico internacional de pessoas, redução à condição análoga à escravidão e formação de organização criminosa.
A PF reafirma seu compromisso no combate ao tráfico humano e à exploração sexual, ressaltando a importância das denúncias anônimas que podem ser feitas pelo telefone 194 ou através do site www.gov.br/pf.