PF apura falsa ameaça de bomba durante voo em agosto

Polícia Federal investiga falsa ameaça de bomba em voo; mulher de SC é principal suspeita

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A ameaça de bomba que aterrorizou passageiros em um voo comercial no último mês de agosto e forçou um pouso de emergência em Brasília (DF) teve um novo desdobramento neste sábado (29). A Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase da Operação Plano de Voo, cumprindo um mandado de busca e apreensão contra a principal suspeita de ter provocado o alerta falso. O incidente, que mobilizou diversas forças de segurança, acendeu um alerta máximo para a segurança aérea nacional.

O episódio ocorreu no dia 7 de agosto, quando a aeronave realizava o trajeto entre São Luís (MA) e Campinas (SP). Durante o voo, a tripulação encontrou um bilhete ameaçador em um dos banheiros, alertando sobre a suposta presença de explosivos. Diante do risco iminente, o comandante prontamente declarou emergência, alterando a rota e solicitando pouso imediato na capital federal.

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Investigação centraliza-se em suspeita de falsa ameaça de bomba

Desde o ocorrido, a PF iniciou a Operação Plano de Voo para identificar a autoria da grave conduta. As investigações mais recentes apontaram para uma mulher oriunda de Santa Catarina, que agora é o foco central do inquérito. O mandado de busca e apreensão foi cumprido como parte dos esforços para coletar provas e determinar a responsabilidade.

A Polícia Federal agiu de maneira meticulosa após o pouso de emergência em agosto. Foi realizada uma inspeção minuciosa na aeronave, com a participação de esquadrões antibombas, que descartou a presença de qualquer artefato explosivo ou da temida bomba. A conclusão é de que se tratou, de fato, de uma falsa ameaça de bomba, mas que causou um prejuízo incalculável e transtornos severos.

O comunicado oficial da corporação enfatiza a seriedade da ação, que, apesar de falsa, resultou na mobilização das forças de segurança, na evacuação total dos passageiros e na inspeção minuciosa da aeronave. Tais procedimentos, segundo a PF, configuram, em tese, possíveis crimes de ameaça e atentado contra a segurança da aviação.

Sigilo e conexões com outros casos de bomba

O inquérito da Operação Plano de Voo permanece sob sigilo, uma medida cautelar da Justiça para garantir a integridade da investigação e evitar a contaminação de provas. A Polícia Federal busca determinar se a suspeita de Santa Catarina tem conexões com outros incidentes semelhantes de ameaça de bomba registrados em aeroportos do Brasil.

O rigor da lei é claro: a prática de realizar uma ameaça de bomba, mesmo que falsa, é considerada um crime grave. O objetivo das autoridades é dar uma resposta firme a este tipo de conduta criminosa que coloca em risco a segurança de centenas de passageiros e causa um impacto operacional gigantesco no modal aéreo.

As famílias e os passageiros que estavam a bordo da aeronave em 7 de agosto vivenciaram momentos de tensão e susto. A atuação da PF, quase quatro meses após o incidente, demonstra o compromisso das autoridades em identificar e punir os responsáveis por atos que atentam contra a segurança aérea, reforçando a importância da vigilância e do rigor nas apurações. A conclusão da Operação Plano de Voo é aguardada com expectativa para que se conheça a motivação por trás da falsa ameaça e o desfecho judicial do caso.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 29/11/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo