PF apreende armas, veículos luxuosos, dinheiro e detém policiais em esquema de corrupção com o PCC
A ação, denominada "Operação Tacitus", visou um grupo de policiais civis, um advogado e empresários
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 20/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Polícia Federal (PF) e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) realizaram uma operação abrangente que resultou na apreensão de uma quantidade significativa de bens e valores, incluindo dólares, euros, armas e veículos luxuosos. A ação, denominada “Operação Tacitus”, visou um grupo de policiais civis, um advogado e empresários suspeitos de corrupção e de vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Na terça-feira, dia 17, cinco policiais civis, um advogado e dois empresários foram detidos durante a operação. Um dos agentes não foi localizado e permanece foragido. Os detidos estão sendo investigados por lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
A operação foi desencadeada após a delação premiada de Vinicius Gritzbach, um empresário do setor imobiliário que foi assassinado no mês anterior. Gritzbach havia revelado informações sobre o esquema criminoso, que incluía a lavagem de dinheiro proveniente das atividades do PCC.
As autoridades realizaram buscas em diversos endereços na capital paulista e em cidades como Bragança Paulista, Igaratá e Ubatuba. Durante as investigações, foram encontrados:
- Mais de R$ 753 mil em dinheiro nacional e estrangeiro;
- Oito pistolas, seis fuzis, três espingardas, além de munições;
- Sete veículos luxuosos, incluindo marcas renomadas como Mercedes Benz e Audi;
- Uma lancha, três motos aquáticas e dois quadriciclos;
- Artigos de luxo avaliados em milhões;
- Equipamentos eletrônicos como celulares e laptops;
- Documentos relacionados a transações imobiliárias.
A investigação revelou que os envolvidos movimentaram aproximadamente R$ 72 milhões de forma ilegal nos últimos cinco anos. Entre os presos estão policiais civis conhecidos como Fábio Baena, Eduardo Lopes Monteiro, Marcelo Roberto Ruggieri e Marcelo Marques de Souza. O agente Rogério de Almeida Felício está foragido.
Os investigadores identificaram que os denunciados lavavam dinheiro proveniente da propina paga pelo PCC em negócios imobiliários e através da criação de empresas-fantasma. O esquema envolvia manipulação de informações policiais para beneficiar membros da facção criminosa.
A PF e o Gaeco relataram que o grupo também oferecia proteção a criminosos em troca de pagamentos ilegais. Gritzbach havia denunciado que os policiais exigiram dele R$ 40 milhões para não ligá-lo a homicídios relacionados ao PCC.
Após sua morte, as autoridades intensificaram as investigações sobre seu assassinato, que ocorreu em frente ao Aeroporto Internacional de São Paulo. Câmeras registraram o crime executado por homens armados que fugiram após o ato.
Ainda não há informações disponíveis sobre as defesas dos acusados. As investigações continuam em andamento para apurar a extensão do envolvimento dos policiais com a organização criminosa.