Petrobrás e Odebrecht tentam acelerar venda da Braskem
Petrobrás e Odebrecht formaram um grupo de trabalho para discutir mudanças no acordo de acionistas da Braskem, da qual são sócias
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 05/09/2017
- Autor: Redação
- Fonte: Cia. Vagalum Tum Tum
Até agora, foram definidos apenas os representantes de cada um dos lados que participarão das negociações e a contratação de escritórios de advocacia para auxiliar no processo. Nenhuma proposta foi apresentada de fato.
O pedido de mudar o acordo de acionistas partiu da Petrobrás, que gostaria de concluir as alterações até o fim do ano, para acelerar também a venda da sua participação de 47% na empresa petroquímica. Mas, segundo apurou o Estadão/Broadcast, executivos das duas sócias estão cientes da complexidade do processo e não sabem se vão conseguir cumprir o prazo.
Sem mudar o acordo, a Petrobrás se nega a deixar o negócio e, ao mesmo tempo, a investir na Braskem. A estatal e a Odebrecht compartilham o controle da empresa, mas as condições são mais favoráveis para o grupo baiano, que tem, por exemplo, o direito de indicar mais representantes para o conselho da petroquímica e também de definir os principais executivos da empresa. A avaliação da estatal é que assim a suafatia perde valor e pode ser menos atraente para um comprador.
A venda de fatia na Braskem faz parte do plano da Petrobrás de se desfazer de US$ 21 bilhões em ativos ao longo deste e do próximo ano. Num primeiro momento, a estatal achou que teria dificuldade em acelerar as discussões com a Odebrecht, que, alvo de denúncias de participação em esquemas de corrupção no Brasil e países vizinhos, teria outras prioridades. Mas, logo nas primeiras conversas, se surpreendeu com a disposição do grupo de avançar na revisão do acordo de acionistas. Hoje, a avaliação é que as reuniões têm sido positivas.
A Petrobrás aposta, entre outros pontos, que a Odebrecht também tem pressa porque quer contar com um sócio com capacidade de investir, o que não é o caso da estatal. Além disso, é possível que o grupo baiano aproveite para, assim como a petroleira, vender uma fatia da Braskem para fazer caixa durante esse atual momento de crise financeira. Nada disso, porém, é certo. As discussões ainda são preliminares. Procuradas, Braskem, Petrobrás e Odebrecht não comentaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.