Pesquisadores do Butantan compõem delegação da Olimpíada Internacional de Biologia

Estudantes brasileiros estão agora nas Filipinas representando o Brasil na 36ª Olimpíada Internacional de Biologia (IBO); todos passaram por seletiva e capacitação no Butantan

Crédito: Marília Ruberti/Comunicação Butantan

Pesquisadores do Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, estão agora nas Filipinas representando o Brasil como delegação. O time, integrando ainda uma educadora indicado pelo Instituto, tem como objetivo acompanhar os estudantes do começo ao fim das Olimpíadas, além de traduzir, discutir internamente e adequar as provas que serão aplicadas. Os documentos são enviados em inglês, sendo responsabilidade da equipe passá-los para o português antes dos jovens serem submetidos aos testes.

A pesquisadora Sonia Andrade é quem está à frente de todo o comitê brasileiro. A pesquisadora é coordenadora da Olimpíada Brasileira de Biologia e, desde 2024, preside o Fórum Nacional de Olimpíadas Científicas. Por meio de uma eleição democrática, se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo. Seu destaque reforça o protagonismo feminino exercido dentro do Butantan, que conta com mulheres em diversos cargos de liderança e, entre 2018 e 2024, teve 67% de seus trabalhos publicados assinados por mulheres – número acima da média nacional.

“A educação científica é um dos pilares mais sólidos da ciência e inovação, e o Instituto Butantan tem esse viés, uma vez que nessa instituição, não apenas se divulga ciência, mas se faz”, explica Sonia.

A delegação embarcou com os estudantes rumo às Filipinas na madrugada de 19 de julho. Quatro jovens brasileiros que haviam recebido medalhas de ouro durante a Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) foram representar o Brasil durante a 36ª Olimpíada Internacional de Biologia (IBO). Em anos anteriores, estudantes de diversas partes do país voltaram para a casa com medalhas no peito, e a expectativa é que a história se repita nos próximos dias, com os jovens alcançando o êxito durante a competição que perdura de 20 a 27 de julho.

Sobre a OBB

O Instituto Butantan é o órgão executor da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), que seleciona e capacita estudantes para a Olimpíada Internacional de Biologia (IBO) e Olimpíada Iberoamericana de Biologia (OIAB). Sem esse trabalho, não haveria estudantes representando o Brasil nas competições externas, bem como o esforço e dedicação dos estudantes e a participação dos pais e professores.

A OBB é um projeto educacional e social para estudantes do ensino médio de todo o Brasil, organizado pelo Butantan desde 2017. A rede da Olimpíada conta com mais de 10 mil professores em sua base, atingindo cerca de três mil municípios e milhares de jovens.

Para Sonia Andrade, dentre os principais ganhos do Instituto com este trabalho, estão a “divulgação de uma ciência de qualidade, o combate à desinformação e ainda a atração de jovens talentos para essa renomada instituição de pesquisa, desenvolvimento e inovação.”

O processo seletivo da OBB envolve três provas de níveis de complexidade distintos. Após essa primeira etapa, 20 estudantes são classificados para a capacitação no Instituto, passando por aulas teóricas e práticas nos laboratórios do Butantan. Depois disso, os estudantes realizam a Seletiva Internacional, que seleciona oito estudantes para representar o Brasil nas Olimpíadas Internacionais – quatro na IBO e quatro na OIAB.

Sonia reforça que, durante todo o ano, centenas de profissionais de diferentes setores do instituto atuam neste processo para fazer a engrenagem rodar. Sem falar na grande lista de apoiadores, que inclui a Fundação Butantan, Escola Superior do Instituto Butantan (ESIB), Centro de Toxinas, Resposta-imune e Sinalização Celular (CeTICS), Centre of Excellence for New Target Discovery (CENTD), Governo Federal do Brasil, Governo do Estado de São Paulo, Ministério da Educação, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Federal de Biologia.

“Temos um grande conhecimento em biologia e precisamos promover ações como a OBB, que melhora o ensino de biologia, a educação científica e contribui para a divulgação da ciência. Esse conjunto de fatores impacta de forma positiva não somente a vida dos estudantes, mas todo o entorno”, finaliza a pesquisadora.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 25/07/2025
  • Fonte: FERVER