Peso Argentino Derrete 27% frente ao Dólar em 2025
O peso argentino é a moeda que mais desvalorizou em 2025, com queda de 27,4% em relação ao dólar, enquanto o real brasileiro se valorizou 14,08%.
- Publicado: 01/01/2026
- Alterado: 09/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Motisuki PR
O peso argentino destaca-se como a moeda com o pior desempenho em relação ao dólar norte-americano em 2025, conforme análise de Einar Rivero, especialista da Elos Ayta. Até a última segunda-feira, 8 de setembro, a moeda já apresentava uma desvalorização acumulada de 27,4% diante do dólar.
Esse cenário adverso é atribuído a uma combinação de fatores que incluem inflação elevada, desconfiança dos investidores e as dificuldades enfrentadas pelo país para estabilizar sua economia. Na véspera da análise, o peso argentino sofreu uma queda acentuada de mais de 4%, sendo cotado a 1.423 por dólar. Essa desvalorização ocorreu após um revés significativo do governo de Javier Milei nas eleições legislativas de Buenos Aires, marcando um teste crucial para sua administração, que ainda lida com os efeitos de uma acusação de corrupção envolvendo sua irmã.
LEIA MAIS: 77% dos brasileiros acreditam haver desigualdade no Brasil, revela pesquisa
A província de Buenos Aires, responsável por 40% dos votos no país, viu essa derrota impactar diretamente os ativos locais, intensificando a incerteza econômica.
De acordo com o levantamento da Elos Ayta, entre as 27 moedas analisadas globalmente, apenas cinco registraram desvalorização até o momento:
- Peso argentino (-27,4%)
- Lira turca (-14,35%)
- Rúpia indiana (-2,84%)
- Rúpia indonésia (-1,75%)
- Dólar de Hong Kong (-0,39%)
Em contrapartida, o índice DXY, que mede a força do dólar em comparação a uma cesta de moedas fortes ao redor do mundo, apresentou uma desvalorização menor, de 10,18% no mesmo período.
O Real Brasileiro se Destaca no Cenário Global
No lado oposto da tabela, o real brasileiro figura entre as cinco moedas que mais se valorizaram em relação ao dólar neste ano. Com um ganho expressivo de 14,08%, a moeda brasileira se posiciona atrás apenas do rublo russo (+33,99%), da coroa sueca (+17,84%) e do franco suíço (+15,19%).
Rivero ressaltou que “o dado do Brasil chama atenção. Apesar dos desafios fiscais e políticos enfrentados pelo país, o real conseguiu valorizar-se substancialmente. Esse movimento é impulsionado pela entrada de capital estrangeiro e pelas taxas de juros ainda elevadas, que tornam a renda fixa local mais atrativa para investidores”.