Pentágono se prepara para reunião secreta com Elon Musk sobre planos militares contra a China
A confirmação veio de dois funcionários do governo, que não divulgaram detalhes adicionais sobre o encontro.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 21/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Na próxima sexta-feira, 21 de outubro, o Pentágono deverá informar o empresário Elon Musk sobre os planos militares dos Estados Unidos em caso de um conflito com a China. A confirmação veio de dois funcionários do governo, que não divulgaram detalhes adicionais sobre o encontro.
A reunião, que se concentrará nas estratégias relacionadas à China, está gerando preocupações em torno de potenciais conflitos de interesse, visto que Musk, CEO da SpaceX e Tesla, possui vínculos financeiros significativos com o país asiático e já atua como um influente conselheiro do ex-presidente Donald Trump.
O acesso de Musk a informações sensíveis sobre as estratégias militares dos EUA representa uma ampliação considerável de seu papel no governo, onde já se destacou por suas opiniões sobre cortes orçamentários e reforma administrativa. Os planos operacionais do Pentágono, conhecidos como “O-plans”, são altamente confidenciais e seu conhecimento por parte de um civil levanta questionamentos éticos relevantes.
Fontes indicam que a apresentação incluirá entre 20 e 30 slides detalhando como os Estados Unidos poderiam responder a uma ameaça da China, desde sinais de alerta até possíveis alvos. Importantes líderes militares, como o secretário Hegseth e o almirante Christopher Grady, estão agendados para conduzir essa sessão informativa.
A natureza técnica e complexa dos planos militares geralmente requer um entendimento especializado, levando em consideração que os presidentes costumam receber apenas um resumo das diretrizes em vez de informações detalhadas. A motivação para compartilhar dados tão sensíveis com Musk ainda não está clara, dado que ele não ocupa um cargo militar formal nem é um assessor oficial em questões bélicas relacionadas à China.
No entanto, uma justificativa possível seria a necessidade de Musk conhecer os sistemas armamentistas planejados pelo Pentágono para implementar suas propostas de redução orçamentária. A discussão sobre a viabilidade financeira de operações militares pode levar à avaliação de quais equipamentos são essenciais em um possível confronto com a China.
As tensões geopolíticas entre os EUA e a China têm sido uma preocupação constante para o Pentágono há anos. Apesar das críticas sobre investimentos excessivos em grandes sistemas bélicos como porta-aviões e caças, existe uma necessidade urgente de avaliar quais recursos seriam mais efetivos em uma eventual disputa militar.
Musk já manifestou publicamente sua intenção de eliminar compras de aeronaves F-35, fabricadas pela Lockheed Martin, destacando seus interesses financeiros na área da defesa. Além disso, seus interesses comerciais na China complicam ainda mais sua posição ao ter acesso a informações estratégicas.
A SpaceX tem se tornado uma ferramenta valiosa para o governo americano, a ponto de o regime chinês considerar a empresa como uma extensão das forças armadas dos EUA. Em contrapartida, Musk mantém uma relação comercial próxima com a China, especialmente devido à sua fábrica em Xangai, responsável por uma parcela significativa das vendas globais da Tesla.
Enquanto isso, Musk tem evitado críticas abertas ao governo chinês e tem se posicionado favoravelmente em várias questões políticas relacionadas ao país. Sua influência nas redes sociais também serve para promover relações amistosas com a nação asiática, elogiando seus avanços em tecnologia e energia renovável.
À medida que a reunião se aproxima, especialistas e observadores permanecem atentos aos desdobramentos dessa interação entre um dos empresários mais influentes do mundo e as altas esferas do poder militar americano.