Pellegrini, ícone da PM de SP, inspirou mulheres com sua trajetória de coragem e dedicação
Ao longo de sua carreira, Capitão Pellegrini atuou em diversos batalhões da capital paulista, destacando-se por seu zelo e comprometimento
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 13/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Nascida em 1º de agosto de 1934, na cidade de Caconde, interior de São Paulo, Apparecida Pellegrini Soares, mais conhecida como Capitão Pellegrini, se tornou um ícone de coragem e pioneirismo. Filha de Sophia Rossi Pellegrini e Joanin Pellegrini, ela cresceu em uma família unida, composta por 11 irmãos, onde os valores familiares foram fundamentais para o desenvolvimento de seu senso de responsabilidade e compromisso social.
Antes de se estabelecer na segurança pública, Capitão Pellegrini já demonstrava seu espírito de servir. Formou-se como professora normalista e, ainda na juventude, iniciou sua carreira docente, lutando pela independência feminina e pela participação ativa das mulheres na sociedade.
Aos 17 anos, sua vida tomou um novo rumo ao se mudar para a capital paulista. O interesse pela Polícia Militar foi despertado através de seu cunhado, Orlando Garutti, que era policial militar. Ela conheceu a recém-formada Polícia Feminina do Estado de São Paulo, a primeira do tipo na América Latina. Com coragem e determinação, enfrentou com afinco as rigorosas etapas do processo seletivo e fez história ao ingressar na primeira turma feminina da corporação.
Ao longo de sua carreira, Capitão Pellegrini atuou em diversos batalhões da capital paulista, destacando-se por seu zelo e comprometimento. Seu exemplo abriu portas para inúmeras mulheres que encontraram inspiração em sua trajetória e realizaram o sonho de servir na farda.
Em 1975, contraiu matrimônio com Ubiratan Soares e teve gêmeos: Cybele e Ubiratan. Mesmo enfrentando os desafios da maternidade, manteve seu compromisso profissional até 1980, quando decidiu se afastar da Polícia Militar para se dedicar à família. Posteriormente, acompanhou o marido em sua nova função como delegado da Polícia Civil no Vale do Ribeira, estabelecendo-se na cidade de Peruíbe, onde reside atualmente cercada por respeito e amizade.
Capitão Pellegrini transcende a definição de pioneira; ela representa um símbolo vivo de determinação e amor à farda. Sua trajetória serve como inspiração não apenas para policiais, mas para todos que acreditam que a igualdade e a força feminina são conquistadas através do trabalho árduo e da dignidade.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo honra sua memória e o legado deixado para as futuras gerações. Agradecemos à Capitão Pellegrini por ser a conexão entre um passado repleto de lutas e um futuro repleto de conquistas.