PEI de Santo André fica no mesmo ambiente do CPETR

PEI de Santo André ocupará um espaço no CPETR (Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda) e contará com apoio do governo do Estado para garimpar as oportunidades junto às empresas e oferecer de forma adequada aos PcDs (Pessoas com Deficiência)

Crédito: Celso Rodrigues/ABCdoABC

Em um dia de agenda movimentada, nesta terça-feira (10), o Secretário do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Marcos da Costa, após formalizar a criação do PEI (Polo de Empregabilidade Inclusiva) em São Caetano, pela manhã, ao lado do prefeito Tite Campanella, seguiu para a cidade vizinha, Santo André, para cumprir o mesmo rito, mas desta vez com o chefe do Executivo Andreense, Gilvan Ferreira, no Salão Burle Marx, no 9º andar do Paço Municipal.

Gilvan explicou como vai funcionar o programa na cidade, quais Pastas estão envolvidas e informou que os serviços serão realizados em sua integralidade.

“É um novo programa de emprego em parceria com o governo do Estado de São Paulo. As secretarias envolvidas são a de Desenvolvimento Econômico junto com a Secretaria da Pessoa com Deficiência, então, é um programa completo e a gente começa amanhã – no caso quarta-feira (11). Desde a busca ativa das empresas e essa sensibilidade de contratar as pessoas com deficiência, e o Secretário colocou bem, é buscar capacitar esses profissionais, desde fazer a elaboração do currículo, e aí essa parceria com o governo do Estado vai agregar em colocar mais profissionais junto com o nosso CPETR (Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda) para a gente acompanhar do início ao fim a jornada”, elucidou o tucano.

Marcos da Costa colocou seu ponto de vista sobre a timidez do PcD (Pessoa com Deficiência) em buscar uma vaga de emprego e o cenário na pós-implantação do PEI.

“A entrada do programa aqui vai fazer com que o desemprego caia para pessoas com deficiência. É um programa muito eficaz. A procura é muito grande, aliás, o trabalho também de busca ativa dessas pessoas, a gente vai atrás dessas pessoas. Algumas dessas pessoas têm receio de vir para o mercado de trabalho por causa do BPC (Benefício de Prestação Continuada), então, eles têm receio de perder o benefício social na medida que alcançam emprego, a gente conversa, dialoga, conseguem construir pontes, fazer com que as pessoas, de fato, venham para o mercado de trabalho e também com as empresas. Então, é um programa muito eficaz, eu tenho certeza que fará a diferença, garante o Secretário.

Ariane Queiroz Sá, presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência, em sua fala, inseriu no rol do emprego outra área que contribui com a inclusão e que incluir não é somente inserir.

“Eu acredito que mais inclusivo que o emprego, é o esporte. E para isso, hoje aqui, nós estamos dando uma grande oportunidade para as pessoas com deficiência do município de Santo André, para que elas sejam incluídas no mercado de trabalho, não inseridas, porque quando você insere, você muitas vezes não inclui. Então, é aquela velha história, não adianta você convidar para a festa, você tem que chamar para dançar. E nós temos sim que defender os nossos direitos e a Lei Brasileira de Inclusão sempre”, defendeu a presidente.

Segundo o titular da Pasta estadual, o Estado de São Paulo contabiliza cerca de duas milhões e oitocentas mil pessoas com deficiência e explicou que todas as necessidades serão atendidas no programa.

“Em relação às deficiências no programa, é para todas as deficiências, você tem deficiência intelectual, a motora, visual, auditiva, múltipla, tem autismo e os neurodivergentes. Isso tudo está dentro do programa. A gente está falando aí de pessoas com deficiência em torno de 7% da população, especificou Marcos.

A deputada estadual Ana Carolina Serra ressaltou a união entre poder público e outros setores com objetivo de promover a inclusão de forma adequada.

“Assumir uma secretaria de atividade fim, mas que precisa do trabalho de todas as outras, do envolvimento de todas as outras, principalmente a parceria com a Secretaria de Saúde, dessa vez o Desenvolvimento Econômico, cuidando das pessoas com deficiência, com a educação. Por isso, precisa ser uma secretaria atendida por todas as secretarias da Prefeitura ou do Estado, no caso, para que a política pública de cuidado às pessoas com deficiência tenha efetividade. A voz de vocês, aquilo que vocês trazem, são as demandas que a gente precisa tirar do papel e tornar efetiva através da produção de políticas públicas. Não adianta só inserir, precisa ensinar a dançar. Nós somos seres produtivos por excelência. Então, essa parceria de iniciativa privada, poder público, entidades de terceiro setor e todo esse atendimento entre todos os setores, tanto do executivo estadual, como municipal, mostra a importância da união de pessoas em prol do bem comum, celebrou a deputada.

O chefe do Executivo Andreense informou que já existe o ambiente para a implantação do PEI e explicou qual será o papel do Estado.

“A gente tem o CPETR (Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda) aqui no térreo da Prefeitura. Então, a gente já faz esse serviço e, junto com esse programa, a partir de amanhã – quarta-feira (11), vai oferecer mais soluções. E aí a novidade é que o governo do Estado vai colocar à disposição dos municípios profissionais agregando ao nosso centro público. Então, quando a gente falou aqui do acompanhamento, por exemplo, da entrevista de emprego, é um profissional do governo do Estado de São Paulo. A gente vai fazer esse agendamento e ele vai fazer o acompanhamento. Então, realmente é uma relação muito próxima com a pessoa que procura esse emprego para que realmente a gente incentive a chegar à conclusão final: que é o emprego, explicou Gilvan.

De acordo com o prefeito e o último Censo, em Santo André, são em torno de 46 mil pessoas com deficiência e, dessas, 19 mil na idade do mercado de trabalho, e a meta para 2025 é colocar 1.000 pessoas no programa. Ainda segundo Gilvan, no último feirão do emprego, de 300 vagas disponibilizadas, 36 foram preenchidas, e o objetivo é ofertar mil vagas e contratar mais de 100 pessoas.

O deputado federal Fernando Marangoni reforçou a amplitude do programa e falou um pouco sobre seus trabalhos no Congresso em relação à essa pauta.

“Ele é um programa que vai desde a preparação, orientação das empresas para abertura das vagas, como também orientação, elaboração de currículo, curso profissionalizante para as pessoas com deficiência e o acompanhamento depois da inserção. É uma área que a gente atua muito e que a gente ainda tem muito para fazer. Então, no Minha Casa Minha Vida, quando eu relatei, nós priorizamos o atendimento das pessoas com deficiência, as famílias atípicas, eu sou autor também do projeto de lei que obriga a rastreabilidade do diagnóstico do transtorno espectro autista dos 12 aos 24 meses de idade. E, daqui para frente, as pessoas com deficiência aqui em Santo André terão dignidade e, principalmente, autonomia, garantiu o político.

  • Publicado: 01/01/2026
  • Alterado: 01/01/2026
  • Autor: 13/06/2025
  • Fonte: Motisuki PR